sábado, 4 de maio de 2013

FILOSOFIA RENASCENTISTA


FILÓSOFOS RENASCENTISTAS: NICOLAU MAQUIAVEL (1469 – 1527); GALILEU GALILEI (1564 – 1642).
MAQUIAVEL – VIDA
Ø      Nasceu (1469) e morreu (1527) em Florença.
Ø      Filho de um advogado empobrecido que pertencera à nobreza.
Ø      Foi diplomata da república florentina após a queda dos Médici (ao retornar acusaram-no de conspiração. Foi preso, torturado e exilado).
Ø       Foi assessor de papas e cardeais.
Ø      Percebeu com astúcia como se dava, na prática, a trama política e apresentou ao público aquilo que havia percebido.
Ø      Em virtude de suas obras, sobretudo a mais conhecida, O príncipe (1513), tornou-se amado por alguns, odiado por outros, mas poucos lhe foram indiferentes.
OBRAS
Ø      O Príncipe (1513).
Ø      Discurso sobre a segunda década de Tito Lívio (1513).
Ø      A arte da guerra (1521).
Ø      Histórias florentinas (1525).
PENSAMENTO: importância
Ø      Depois dele, a política nunca mais foi exercida como era antes.
Ø      Ele concedeu autonomia à esfera política.
Ø      Política passou a ser a arte de alcançar e se manter no poder.
Ø      O príncipe buscou mostrar como a política acontecia de verdade (real, não ideal).
PENSAMENTO: Os fins justificam os meios
Ø      As virtudes políticas, não são as mesmas do cristianismo.
Ø      A política não surge da vontade de Deus, da razão ou da natureza (causa externa), mas tem causa interna.
Ø      Tem um mecanismo próprio: conquistar e manter-se no poder.
Ø      Moralidade e política são distintos.
PENSAMENTO: Respeitado e temido sempre; talvez amado; nunca odiado
Ø      Os homens esquecem mais rápido a morte do pai que a perda do patrimônio.
Ø      Novos benefícios não apagam antigas ofensas.
Ø      O príncipe virtuoso deve evitar ser odiado, mas se tiver de escolher entre ser temido ou amado que seja temido.
Ø      “É mais seguro ser temido do que amado. (...) Os homens relutam menos em ofender aos que se fazem amar do que aos que se fazem temer”.
PENSAMENTO: virtú e fortuna
Ø      “Fortuna” lat. acaso, sorte; Aqui “ocasião propícia”, “momento oportuno”.
Ø      É a chave para o êxito da ação política: ocasião aproveitada pela virtú.
Ø      O príncipe deve estar sempre atento aos sinais da fortuna, mantendo-se à frente dos acontecimentos, procurando dirigir seu rumo.
Ø      Virtú: capacidade de perceber, ou criar, a ocasião propícia (fortuna) para agir de modo a alcançar os fins políticos almejados, o poder.
Ø      Virtú “é a velha virtus latina, que aqui significa ‘energia’, ‘vigor’, ‘decisão’.
Ø      Apenas a virtú pode capturar a fortuna, essência da transformação das coisas”.
Ø      A virtú do príncipe ( xtãs) deve permitir enfrentar e contornar (ou eliminar) adversidades.
PENSAMENTO: O leão e a raposa
Ø      Há dois modos de combater: um pelas leis, outro pela força. O primeiro é próprio dos homens. O segundo, dos animais.
Ø      O primeiro método pode ser insuficiente, deve-se aprender a usar o segundo.
Ø      Um príncipe sendo obrigado a saber lutar como um animal, deve imitar a raposa e o leão.
Ø      O leão não sabe proteger-se das armadilhas (como bem sabe a raposa).
Ø      A raposa não consegue defender-se dos lobos (como o sabe e consegue o leão).
Ø       O príncipe deve ser uma raposa para reconhecer as armadilhas e um leão para assustar os lobos“.
GALILEI – VIDA
Ø      Nasceu em Pisa e morreu em Florença.
Ø      Aos 17 anos, começou a estudar Medicina, mas o seu gosto era pela observação e rigor do raciocínio.
Ø      Mesmo contrariando seus familiares, passou a estudar Matemática, concomitante com Medicina, e aos poucos abandonou a ciência de Hipócrates.
Ø      Aos 25 anos, tornou-se professor de Matemática na Universidade de Pisa, mudando dois anos depois, para a Universidade de Pádua.
Ø      Em 1609, ficou sabendo que na Holanda havia sido construído um telescópio, buscou informações, aperfeiçoou esse instrumento e começou a fazer observações astronômicas.
Ø      Um ano depois, escreveu um livro O mensageiro celeste, em que descreve as montanhas da lua, quatro satélites de Júpiter, as fase de Vênus, as formas de Saturno e as manchas solares.
Ø      Ao perceber que as manchas solares mudavam de posição, concluiu que isso só era possível porque a Terra estava girando em torno do Sol.
Ø      Em uma carta de 1610, Galileu Galilei afirmou que gostaria que lhe acrescentassem ao título de matemático também o de filósofo.
Ø      É preciso lembrar que filósofo era aquele que estudava a natureza, os corpos e seus fenômenos.
Ø      Diz ele ter “estudado mais anos de Filosofia do que meses de Matemática pura.
Ø      Galileu tornou-se o criador da Física moderna quando enunciou as leis fundamentais do movimento.
Ø      Foi um dos maiores astrônomos de todos os tempos, pelas observações pioneiras que fez com o telescópio.
Ø      Galileu é mais importante pelas contribuições que fez ao método científico do que propriamente pelas revelações físicas e astronômicas encontradas em suas obras.
Ø      O método desenvolvido por Galileu foi uma revolução na ciência e consistia de três princípios:
I - observação dos fenômenos sem influências religiosas ou extracientíficas;
II - experimentação: nenhuma afirmação, que se pretenda científica, deve prescindir da verificação de sua legitimidade;
III - que se descubra a regularidade matemática do evento estudado. 
Ø      Com Galileu, o mundo se transforma em números e a natureza deixa de ter causa final.
Ø      A noção geral de movimento muda de significado. Galileu o relativiza, definindo-o como deslocamento de uma coisa em relação a outra.
Ø      Mas ele não fez essas mudanças sem sofrimento, pois em 1610 foi aconselhado a manter silêncio sobre suas ideias e em 1616 suas obras foram incluídas no Índex de Livros Proibidos.
A teologia vai deixando de ser a “ciência das ciências” e as diversas esferas do saber (disciplinas) vão se emancipando, ganhando autonomia, vida própria com objetos e métodos próprios. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

MITO, RAZÃO E OS PRÉ-SOCRÁTICOS


MITO, RAZÃO E OS PRÉ-SOCRÁTICOS
História, problemáticas, escolas e filósofos
A PASSAGEM DO MITO À RAZÃO
1 – Mytheo (narrar, contar); Logos (razão, expressão, estudo, narrativa).
2 – O mito se assenta na autoridade do narrador.
3 – O mito é fantasioso; o logos é constatável.
4 – O logos “suplanta” (não extingue) o mito.
5 – A evolução segue da teogonia, passa pela cosmogonia e chega à cosmologia. 
CONDIÇÕES PARA A PASSAGEM DO MITO À RAZÃO
1 – As viagens marítimas: contato com outras culturas e compreensões de mundo.
2 – A invenção do calendário: permitiu perceber que a natureza tinha um ciclo e não vinculava-se totalmente ao capricho dos deuses.
3 – A invenção da moeda e da escrita: favoreceu o amadurecimento do pensamento abstrato.
4 – O surgimento da polis: obrigou os cidadãos criarem normas para a convivência.
5 – A invenção da política: aprimorou a dialética argumentativa e criaram-se leis.
CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA NASCENTE (PRÉ-SOCRÁTICA)
1 - Enfraquecimento gradual dos elementos míticos;
2 - A composição do cosmos sendo unicamente de elementos naturais;
3 - Que há uma ordem no mundo, regida pelo logos (razão);
4 - A matéria (natureza, physis) é eterna, não houve o momento da criação;
5 - O tempo é circular e cíclico;
6 - Tudo se relaciona ao arquê (primeiro princípio);
7 - O homem é um microcosmo também regido pelo logos.
TALES DE MILETO (em grego Θαλής ο Μιλήσιος)
Foi o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Ele é o marco inicial da filosofia ocidental. De ascendência fenícia, nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia, por volta de 625 a.C. e faleceu aproximadamente em 558 a.C. Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.
● É o primeiro que procura uma causa material para a criação do universo, prioriza a explicação racional em detrimento da mítica.
● Para Tales o princípio de tudo, o arquê (ou arché - arch), era a água. Seria a água a origem de todas as coisas (70% da superfície da terra é água, 70% do nosso corpo é água, 83% do nosso sangue é água). Originalmente tudo estaria coberto de água a qual evaporaria e faria com que as coisas aparecessem. Se a ideia é absurda, vale lembrar que hoje afirmamos que a vida começou na água.
● Curiosidade: a previsão de um eclipse (28.05.585 a.C.), de uma boa colheita através da qual ele enriqueceu (Política, Aristóteles) e o detalhe de sua morte (Teeteto, Platão).
● É considerado um dos sete sábios da antiguidade (juntamente com Periandro, Pítaco, Bias, Cleóbulo, Sólon e Quílon), por sua luta em criar uma confederação na Ásia Menor, visando fortalecer o mundo helênico contra os orientais, segundo Heródoto.
ANAXIMANDRO DE MILETO (610 – 547 a.C.)
Foi discípulo de Tales. Geógrafo, matemático, astrônomo e político. Anaximandro acreditava que o princípio de tudo é uma coisa chamada ápeiron, que é algo infinito, tanto no sentido quantitativo (externa e espacialmente), quanto no sentido qualitativo (internamente). Esse a-peiron é algo insurgido (não surgiu nunca, embora exista) e imortal.
● É o primeiro a escrever um livro sobre a natureza, a traçar um mapa geográfico, a afirmar que a terra era esférica e o primeiro a usar o termo princípio (arché, arkhê). Aperfeiçoou o relógio de sol babilônico e o introduziu na Grécia.
● O universo é decorrência de modificações ocorridas no ápeiron (uma substância infinita, ilimitada), o qual teria movimento eterno e ocasionaria a separação dos opostos. Para Nietzsche é o infinito, para Aristóteles é o divino, o imortal e imperecível. Outros pensadores vêem como o caos primitivo, uma massa indeterminada da qual proviriam todas as coisas. Para Werner Jaeger, Anaximandro fala do crescimento das coisas umas à custa das outras.
ANAXÍMENES DE MILETO (585 – 528 a.C)
Concordava com Anaximandro quanto ao a-peiron, e com as características desse princípio apontadas por Anaximandro. Mas postulou que esse a-peiron fosse determinado pelo ar.
● Concorda com Anaximandro quanto à indefinição da substância fundamental, mas afirma que ela é determinada pelo ar (pneuma ápeiron). Todos os seres vivos do mundo necessitam do ar para viver. O universo seria resultado das transformações de um ar infinito, possivelmente deduziu isto a partir da fábrica de feltro em grande expansão na época naquela região. Tudo se produz através de rarefação e condensação.
● É o primeiro a afirmar que a lua recebe sua luz do sol.
PITÁGORAS DE SAMOS (do grego Πυθαγόρας)
Foi um filósofo, matemático e religioso que nasceu em Samos no ano de 580 a.C. e morreu em  497 a.C. em Metaponto. Pitágoras foi o fundador de uma escola de pensamento grega chamada em sua homenagem de pitagórica.
● Pitágoras foi matemático, filósofo, religioso, músico e político, nada escreveu. Para ele todas as coisas são números. O número nasce da divisão da unidade. A extensão do universo (pneuma ápeiron) seria descontínua, separada por intervalos, os números não são somente símbolos, são reais, são a “alma das coisas”, unidades corpóreas contíguas. As coisas manifestam externamente a estrutura numérica que lhes é inerente. O número não é apenas unidade quantitativa, mas tem também uma forma, uma figura, por isto os números são os princípios que se encontra em toda a natureza.
● Pela música se alcança a harmonia da alma e se une os elementos discordantes.
● O número exprime o tempo e o espaço.
XENÓFANES DE CÓLOFON (570-475 a.C.).
Tradicionalmente não figura entre os filósofos jónicos e nem entre os eleatas, os filósofos das colônias da Magna Grécia. O elemento primordial para ele é a terra, pois tudo o que existe começa na terra e tudo volta para a terra, tanto animais quanto plantas. “... tudo sai da terra e tudo volta à terra...”
●  Combatia ao antropomorfismo, dizendo que se os animais tivessem o dom da pintura eles iriam pintar seus deuses com formas animais. Ele queria com isso mostrar que o verdadeiro deus é único, absoluto e tem pouca semelhança com os homens, com seus pensamentos ou com as diversas representações feitas dele.
●  Xenófanes viajou por diversos lugares das colônias gregas itálicas e recitava seus poemas como um filósofo andarilho. Além de criticar o antropomorfismo, ele defendia a sabedoria e os prazeres vividos socialmente, mas sem excessos.
●  Destaca como moralmente superiores os valores da inteligência e da sabedoria sobre os valores da força física, que era muito valorizada pelos gregos da época e tinha no atleta o seu representante.
● Seus escritos são clara oposição às ideias naturalistas ou cosmológicas dos filósofos de Mileto, pelo que teria influenciado o pensamento de Parmênides.
HERÁCLITO DE ÉFESO (540 – 470 a.C. em Éfeso, na Jônia)
Filósofo pré-socrático, recebeu o cognome de "pai da dialética". Problematiza a questão do devir (mudança). “Não cruzarás o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.”
● Tinha descendência real, orgulhoso desprezava a plebe e ficou conhecido como o obscuro. Existe nas coisas uma lei universal (logos = razão) e fixa que rege todos os acontecimentos e fundamenta a harmonia universal, harmonia dos contrários, feita de tensões, pois a natureza ama e sintetiza os contrários (harmonia). Apresenta-se como mensageiro do logos.
● Impressionou-se pelo devir: tudo se transforma “em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo” (frag. 91) e o fogo é o exemplo mais apropriado do devir, pelo fogo se pode explicar os diversos fenômenos do universo. Tudo proveio do fogo e tudo retornará ao fogo (big bang?).
● Para Hegel e Nietzsche, ele proclama que não há o ser, somente o devir, mas há quem diga que não se trata de um devir do ser, mas de um devir no ser.
● O homem pode tornar-se feliz, bom e sábio se procurar unir-se ao logos, percorrendo a via ascendente (verdade) e não a via descendente (prazer). Se seguir a via descendente ao morrer cessa de existir, se seguir pela via ascendente se unirá ao fogo eterno. Por isto o homem é responsável pelo próprio destino.
PARMÊNIDES DE ELÉIA (530 – 460 a.C.)
Nasceu em Eléia, hoje Vélia, Itália. Foi o fundador da escola eleática. Afirmou: “O Ser é e o Não-Ser não é”.
● Desloca a reflexão do âmbito cosmológico para o ontológico, não se trata de saber da origem do ser, mas de saber como podemos conhecer o ser (uno, completo e eterno). O ser é indissociável do pensar.
● Diz-se que foi discípulo do pitagórico Amínias. Põe-se contra o dualismo pitagórico e contra o mobilismo heraclitiano. Foi o primeiro filósofo que procurou esclarecer a noção de ser. O ser é a única realidade, somente o ser existe, é. Ou uma coisa é ou não é. Se é, não pode vir-a-ser, porque já é. Se não é, não pode vir-a-ser, porque do nada não se tira nada.
● Ser e pensar são a mesma coisa, pois sem o ser no qual o pensar se expressa, não há pensamento. O não-ser não é pensável. O ser é imperecível e imóvel.
ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA (500 - 428 a.C.)
Fundou a primeira escola filosófica de Atenas, contribuindo para a expansão do pensamento filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de impiedade e partiu para Lâmpsaco, uma colônia de Mileto, também na Jônia, e lá fundou uma nova escola. Afirmava que o universo se constitui pela ação do Nous (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido por espírito, mente ou inteligência.
● Para Anaxágoras os corpos compõem-se de homeomerias (sementes, parte qualitativamente semelhante): tudo está em tudo. Esta teoria é próxima de teoria molecular. No universo nada se cria e nada se destrói porque o número de homeomerias permanece o mesmo.
● A grande descoberta de Anaxágoras é a chamada Mente Suprema (nous). Era uma realidade de ordem superior, independente dos corpos e infinita, ela é a causa da ordem e da disposição do universo.
● Para ele a substância é divisível até ao infinito e não compartilha nem com a imobilidade dos eleatas e nem com o devir absoluto de Heráclito.
● Foi Anaxágoras quem levou a filosofia à Atenas e exerceu grande influência no pensamento de Sócrates.
EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO (490 — 435 a.C.)
Foi um filósofo, médico, legislador, professor, místico além de profeta, foi defensor da democracia e sustentava a idéia de que o mundo seria constituído por quatro princípios: água, ar, fogo e terra.
● Filósofo, médico, mago e político. Apresenta-se como um exilado dos deuses e mensageiro destes. Entre as anedotas que se conta ao seu respeito está a de ter ressuscitado uma mulher que não respirava havia trinta dias. Uma lenda diz que morreu ao se atirar na cratera do vulcão Etna.
● Aos três elementos precedentes (Tales, água; Anaxímenes, ar e Heráclito, fogo) acrescentou o elemento terra: dela nascem e a ela retornam os seres vivos. Os quatro elementos são imutáveis, homogêneos e não se modificam nunca nas combinações. Partículas de um elemento podem penetrar em outro elemento. O amor une os elementos e o ódio os divide, na luta entre estas duas forças encontra-se o devir.
● Demonstra ter influência órfico-pitagórica, para ele o homem é um ser errante nesta terra onde expia as faltas da vida anterior. Atribuía grande importância à metempsicose e via o conhecimento como reminiscência.
DEMÓCRITO DE ABDERA (460 - 370 a.C.)
É tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático. A fama de Demócrito decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria atômica ou do atomismo.
● Demócrito ficou conhecido na antiguidade como a mente mais universal dos pré-socráticos e por seu sorriso contínuo. Ele sustenta a imutabilidade do ser e também a realidade do vir-a-ser, isto porque a realidade é constituída de átomos (a-tomo = não divisível: infinito número de corpos, invisíveis pela pequenez e pelo volume, incriados, indestrutíveis e imutáveis; semelhante às homeomerias de Anaxágoras, porém sem diferenças qualitativas). Do entrechoque dos átomos nasce o devir. Átomos, vazio e movimento constituem a explicação de tudo. Até os deuses, a terra e alma são constituídos de átomos.
● Sustenta a impossibilidade do não-ser, diz que o nascer é o agregar-se e o morrer o desagregar-se de coisas já existentes. Um átomo diferencia-se do outro pela forma, pela ordem e pela posição, os quais podem variar ao infinito. Os átomos não são perceptíveis pelos sentidos, somente pela inteligência.
● Realizou numerosas viagens e adquiriu uma vasta cultura, em diversos campos, talvez a maior cultura alcançada por um filósofo até aquele momento.

domingo, 28 de outubro de 2012

Escola de Frankfurt


ESCOLA DE FRANKFURTTEORIA CRÍTICA
                     Histórico
1923 –  abertura do Instituto de Pesquisa Social, por Félix Weil, filiado à Universidade de Frankfurt.
1930 -   Max Horkheimer assume a direção do Instituto.
1933 – o Instituto (Escola de Frankfurt) é fechado pelo Estado nazi, que considera suas atividades hostis ao Estado.
Os principais membros da Escola emigram para Paris e, posteriormente,  para Nova Iorque.
1940 -  Nos Estados Unidos, é criado o Institute of Social Research.
1950 -  O Instituto de Pesquisa Social é reaberto na Alemanha.
                     Principais teóricos

Theodor Adorno
Max Horkheimer
Herbert Marcuse
Walter Benjamin
Jürgen Habermas  


TEORIA CRÍTICA: PROPOSTAS GERAIS
                     Os frankfurtianos elaboram uma teoria crítica das sociedades contemporâneas, especificamente dos desdobramentos do capitalismo aliado à técnica e aos seus impactos sobre a vida dos indivíduos.
                     Analisam o sistema da economia de mercado, abordando questões como: desemprego, crises econômicas, terrorismo, anti-semitismo, condição global das massas, mercantilização da cultura.  
                     Propõem temáticas novas através da análise de fenômenos superestruturais e do comportamento coletivo nas sociedades capitalistas industrializadas.
                     Em nome da racionalização, os processos sociais são dominados pela ótica da ciência aliada à técnica, traduzida como racionalidade da dominação da natureza para fins lucrativos.      
                     Denunciam a separação e oposição do indivíduo em relação à sociedade.
                     Criticam a dominação dos indivíduos nos Estados  capitalista e fascista.
                     Apontam o positivismo como estratégia de manutenção e reprodução do status quo.
                     Defendem a atividade reflexiva como solução da reorganização  racional da sociedade, embora não apresentem soluções práticas para os impasses engendrados pelo capitalismo aliado à industrialização.
                     As teses postuladas pelos frankfurtianos enfatizam o papel central que a ideologia desempenha em formas de comunicação nas sociedades urbanas modernas. E apontam a mídia como agente da barbárie cultural, veículos propagadores da ideologia das classes dominantes, imposta às classes subalternas pela persuasão ou manipulação.
                     Entendem as pesquisas setoriais e a mídia como instrumentos de manutenção do sistema, através da reprodução de modelos e valores sociais.  

Indústria Cultural
                     Expressão utilizada por Adorno e Horkheimer na Dialética do Iluminismo (1947) no capítulo, “A Indústria Cultural: O Iluminismo como Mistificação das Massas”, em substituição do termo “cultura de massas”, para designar a produção e difusão de bens simbólicos em escala industrial.
                     Para Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural, como subsistema da sociedade capitalista, reproduz a sua ideologia e estrutura.
                     A Indústria Cultural configura produtos veiculados pelos mass media. Portanto, não designa peças culturais provindas da elite nem da população menos favorecida.
                     As reflexões de Adorno e Horkheimer se assentam na constatação de que a sociedade industrial não realizou as promessas do iluminismo humanista. Pois o desenvolvimento da técnica e da ciência não trouxe um acréscimo de felicidade e liberdade para o Homem.
                     Ao invés de libertar o Homem, o progresso da técnica acabou por escravizá-lo, alienando-o.
                     A reprodutibilidade técnica retirou, tanto da cultura popular, como da cultura erudita, o seu valor real. O resultado, a indústria cultural, não conduz à experiência libertadora da fruição estética.
                     O princípio da reprodução deformaria a obra, nivelando-a por baixo. Por exemplo: adaptações de livros a filmes, que são adocicadas para se tornar mais apetecíveis ao consumo.
                     Para os frankfurtianos, os produtos da Indústria Cultural teriam 3 funções:
(1)                Ser comercializados;
(2)                Promover a deturpação e a degradação do gosto popular;
(3)                Obter uma atitude passiva dos consumidores.

Críticas à Indústria Cultural
                     “Aquilo que a indústria cultural oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas sempre diferentes, de algo que é sempre igual” (Adorno, 1967, 8).
                     O sistema condiciona o tipo, a qualidade e a função do consumo na sociedade.
                     A indústria cultural provoca a homogeneização dos padrões de gosto.
                     O indivíduo deixa de decidir autonomamente. O conflito soluciona-se com a adesão acrítica de valores impostos.
                     À medida que a indústria cultural se consolida, mais adquire poder sobre as necessidades do consumidor, guiando-o e disciplinando-o. “O consumidor não é soberano, como a indústria cultural queria fazer crer, não é o sujeito, mas o seu objeto” (ADORNO, 1967, p. 6).
                     A individualidade é substituída pela pseudo-Individualidade. A ubiquidade[1], a repetitividade e a estandardização da indústria cultural  fazem da moderna cultura de massa um meio de controle inédito. 
                     O espectador não deve agir pela sua própria cabeça: o produto prescreve todas as reações: não pelo seu contexto objectivo que desaparece mal se volta para a faculdade de pensar – mas através de sinais. Qualquer conexão lógica que exija perspicácia intelectual, é escrupulosamente evitada (Horkheimer; Adorno, 1947: 148).
                     “A sociedade é sempre a vencedora e o indivíduo não passa de um fantoche manipulado pelas normas sociais” Adorno apud Wolf (1994, 77).
                     Os produtos da indústria cultural paralisam a imaginação e a espontaneidade, impedindo a atividade mental do indivíduo.
                     A indústria cultural reflete o modelo do mecanismo econômico, que domina o tempo de trabalho e de lazer.
                     A estrutura multiestratificada das mensagens reflete a estratégia de manipulação da indústria cultural.
                     A recepção das mensagens da mídia escapam ao controle da consciência. O espectador absorve ordens, indicações, proibições, sem senso crítico.
                     Uma das estratégias de dominação da indústria cultural é a estereotipização, modelos simplificados indispensáveis para organizar e antecipar as experiências humanas.
                     A divisão dos produtos em gêneros conduz ao desenvolvimento de formas fixas e  impõe modelos estabelecidos de expectativas.
                     Os sujeitos encontram-se privados da verdadeira compreensão da realidade e da experiência de vida pelo uso constante de óculos esfumaçados, oferecidos pelo sistema através da indústria cultural.
                     O espectador olha (...) tudo se desenrola diante dos seus olhos, mas ele não pode tocar, aderir corporalmente àquilo que contempla. Em compensação, o olho do espectador está em toda a parte (...) sempre vê tudo em plano aproximado (...) mesmo o que está mais próximo está infinitamente distante da imagem, sempre presente, é verdade, nunca materializada. Ele participa do espectáculo, mas a sua participação é sempre pelo intermédio do corifeu (diretor de coros), mediador, jornalista, locutor, fotógrafo, cameraman, herói imaginário” (Edgar Morin, Cultura de massas no século XX: o espírito do tempo, p. 74).



[1] Ao mesmo tempo em toda parte.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CARTA DE ABRAHAM LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO

(Se a carta é mesmo de Abraham Lincoln não sei, mas sei que é uma boa mensagem para reflexão).
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1850

sábado, 28 de julho de 2012

ÁGUA PROS BISNETOS
Terceira Dimensão
Já enlataram o milho, o peixe, a carne e a água de tomar
Tão cobrindo as verduras, encapando os gansos que é pra não contaminar
Tão metendo veneno em tudo deixa eu só te perguntar
Pra onde vai esse veneno todo, pra quem é esse veneno todo
Vai de presente pros bisnetos, vai ser a água que eles vão tomar
Tio nonato me disse que as laranjeiras não querem mais carregar
Que tá faltando o vinho, deu pouco a parreira e parece que quer pestear
Falou de um tempo louco de um tal de el niño que é pra não me preocupar
Pra onde vai esse veneno todo, pra que é esse veneno todo
Que vai ser a água que os bisnetos vão tomar
Amigo eu já to vendo e vou dizendo a coisa aonde vai parar
Vão vender ar puro em bolicho de esquina que é pra gente respirar
Trocar peça de gente, já tão trocando em qualquer lugar
Quero ver daqui uns tempos, quem vai fabricar
Que hoje fazer é fácil o problema é educar
Tava pensando amigo, se fala pros homem não vão nem acreditar
Podia rachar um pedaço só daqui pra baixo que é pra nós aqui mandar
Essas ideias boas viram papo atoa se nós não encarar
E acabar com o veneno, e mandar nessa terra
Porque se estourar guerra vamos nós e eles vão ficar.
Disponível em: http://www.cifraclub.com.br/terceira-dimensao/agua-pros-bisnetos/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A DIFERENÇA ENTRE VENCEDORES E DERROTADOS . . . Na realidade o vencedor não é rico por que tem dinheiro, mas por ter um espírito totalmente diferente dos derrotados, a conseqüência será ter mais dinheiro. O vencedor acredita que pode moldar o seu destino. O derrotado acredita que o destino acontece. O vencedor entra no jogo do dinheiro pra ganhar. O derrotado entra no jogo do dinheiro pra não perder. O vencedor usa juros a seu favor. O derrotado usa juros contra ele mesmo, porque quer tudo para agora. O vencedor se aproxima de indivíduos bem-sucedidos. O derrotado prefere amigos como ele, que passam por dificuldades financeiras e são fracassados. O vencedor diz “como posso ter isso”? O derrotado diz “não posso ter isso”. O vencedor estuda investimentos e faz planos. O derrotado diz que “não tem tempo para estas coisas”. O vencedor prefere ser remunerado pelos resultados. O derrotado prefere ser remunerado pelo tempo despendido. O vencedor foca no patrimônio líquido. O derrotado foca no rendimento mensal. O vencedor, quando sofre uma adversidade, se pergunta “como posso tirar proveito disso?”. O derrotado, na adversidade, se lamenta. O vencedor identifica os “ricos” pela sua educação financeira. O derrotado identifica o “rico” pelos bens materiais que exibe. O vencedor busca a prosperidade financeira. O derrotado confunde essa busca com falta de espiritualidade. O vencedor foca na solução. O derrotado foca no problema. O vencedor, numa compra parcelada, calcula os juros embutidos e faz contas para decidir se a compra vale a pena. O derrotado só observa o tamanho da parcela. O vencedor age apesar do medo. O derrotado fica paralisado pelo medo. O vencedor foca em oportunidades. O derrotado foca em benefícios. O vencedor pensa grande. O derrotado pensa pequeno. Se o vencedor ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá aumentado. Se o derrotado ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá desaparecido completamente. Se você tirar todo o dinheiro de um vencedor, depois de algum tempo ele estará recuperado. Se você tirar todo o dinheiro de um derrotado, ele dependerá de outras pessoas para sobreviver. O vencedor tem um plano de independência para o futuro. O derrotado acha que trabalhar até morrer e depender do governo e dos filhos é um plano razoável. O vencedor diz “posso ter as duas coisas”. O derrotado diz “posso ter isso ou aquilo”. O vencedor procura se aprimorar sempre. O derrotado acredita que já sabe tudo. O vencedor diz “que lição posso aprender com este erro?”. O derrotado diz “desde o começo eu já sabia que não daria certo”. Um VENCEDOR compromete-se, dá a sua palavra e cumpre. Um DERROTADO faz promessas, mas não “põe os pés a caminho” e quando falha só se sabe justificar. Um VENCEDOR diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda". Um DERROTADO diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu". Um VENCEDOR é PARTE DA SOLUÇÃO. Um DERROTADO é PARTE DO PROBLEMA. Um VENCEDOR consegue "ver a parede na sua totalidade". Um DERROTADO fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar". De que lado você está? (Desconheço o autor)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Origens da filosofia

1 Origens da Filosofia
1.1 Etimologia: philos, gostar de; sophia, sabedoria.
1.2 Criador da palavra: (?) Pitágoras (571-497 a.C.)
1.3 Significado: 1.3.1 Antigo: totalidade do saber racional;
1.3.2 Moderno: compreender e explicar o sentido último das coisas.
1.3.3 Hoje: visão racional e crítica da realidade.
1.4 Objeto de estudo: 1.4.1 Material: a realidade;
1.4.2 Formal: o modo como ela se apresenta.
1.5 As disciplinas da filosofia
1.5.1 Lógica: a exatidão do raciocínio e da linguagem;
1.5.2 Epistemologia: como se dá o conhecimento;
1.5.3 Metafísica: realidades além do mundo físico;
1.5.4 Cosmologia: a origem e a ordem do universo;
1.5.5 Ontologia: o modo de ser das coisas;
1.5.6 Ética: o valor das ações humanas;
1.5.7 Teodicéia: a religiosidade;
1.5.8 Política: a constituição da comunidade;
1.5.9 Estética: o gosto e a beleza;
1.5.10 Filosofia da ciência: o que caracteriza o pensamento científico.
(História, psicologia e sociologia).
1.6 História da filosofia
1.6.1 Antiga: 1.6.1.1 Pré-socráticos;
1.6.1.2 Sofistas;
1.6.1.3 Sócrates;
1.6.1.4 Platão;
1.6.1.5 Aristóteles;
1.6.1.6 Helenismo: 1.6.1.6.1 Cinismo;
1.6.1.6.2 Epicurismo;
1.6.1.6.3 Estoicismo;
1.6.1.6.4 Ecletismo;
1.6.1.6.5 Ceticismo;
1.6.1.7 Neoplatonismo;
1.6.1.8 Patrística.
1.6.2 Medieval: 1.6.2.1 Escolástica;
1.6.2.2 Nominalismo (universalismo);
1.6.2.3 Realismo;
1.6.2.4 Humanismo.
1.6.3 Moderna: 1.6.3.1 Racionalismo;
1.6.3.2 Empirismo;
1.6.3.3 Iluminismo;
1.6.3.4 Idealismo;
1.6.3.5 Positivismo.
1.6.4 Contemporânea: 1.6.4.1 Fenomenologia;
1.6.4.2 Existencialismo;
1.6.4.3 Marxismo;
1.6.4.4 Analíticos;
1.6.4.5 Filosofia da linguagem;
1.6.4.6 Filosofia da ciência.
1.7 Do mito à filosofia: 1.7.1 O que é mito;
1.7.2 Principais mitos.
1.8 Condições: 1.8.1 Viagens marítimas (outras culturas);
1.8.2 Calendário (prever a natureza);
1.8.3 Moeda (cálculo, valor);
1.8.4 Escrita (abstração);
1.8.5 Cidades (discurso racional);
1.8.6 Política (democracia).
1.9 Pré-socráticos: 1.9.1Jônicos (ou milésios, ou naturalistas);
1.9.2 Eleatas;
1.9.3 Ontologistas;
1.9.4 Atomistas.
1.10 Os sofistas (antropologistas)
1.11 Sócrates (470/469 – 399 a. C.)(“divisor de águas”) 1.11.1 A vida: discípulo de Anaxágoras;
1.11.2 O método: ironia e maiêutica;
1.11.3 O pensamento:
- Antropologia:supera o relativismo sofista.
- Ética: combate a aceitação passiva das normas;
a busca do conhecimento é a busca do bem, do belo e do justo verdadeiro;
- Conhece-te a ti mesmo: buscar a iluminação racional crítica interior.
Só sei que nada sei: despir-se de idéias preconcebidas e preconceitos.
Uma vida sem reflexão não merece ser vivida: não deixar que outros conduzam a nossa vida.
 Tirou a filosofia da crise gerada pelos sofistas;
 Entre 432 e 429 combateu na batalha de Potidéia;
 Em 424 participa na batalha de Délio, pela guerra do Peloponeso;
 A pitonisa revelou a Querefonte a missão de Sócrates;
 Dedicou-se exclusivamente à filosofia;
 Teve vida exemplar e eticamente irrepreensível;
 Era moderado;
 Tinha raciocínios convincentes;
 Falava bastante, mas nada escreveu;
 Preocupou-se com o homem e seu mundo: a virtude e a felicidade;
 Tem profundidade: a opinião é superficialidade e ilusão do saber;
 Filosofa dialogando e procura a essência dos conceitos;
 A virtude não nasce da riqueza, mas a riqueza nasce da virtude.
1.12 Platão - 428/427-348/347 a. C.1.12.1 A Vida:
 Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de pais aristocráticos e abastados.
 Aos vinte anos, começou estudar com Sócrates e estudou por oito anos. Estudou também os maiores pré-socráticos.
 Depois da morte do mestre, Platão retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara.
 Iniciou as viagens, e fez um vasto giro pelo mundo para se instruir (390-388).
 Visitou o Egito, a Itália meridional, onde teve ocasião de conhecer os pitagóricos (tal contato será fecundo para o desenvolvimento do seu pensamento); a Sicília, onde conheceu Dionísio o Antigo, tirano de Siracusa e fez amizade com Dion, cunhado daquele.
 Caído na desgraça do tirano pela sua franqueza, foi vendido como escravo. Libertado graças a um amigo, voltou a Atenas.
 Em Atenas, pelo ano de 387, Platão fundava a sua célebre escola, que, dos jardins de Academo, onde surgiu, tomou o nome famoso de Academia.
 Ao contrário de Sócrates, interessou-se vivamente pela política e pela filosofia política. Foi assim que o filósofo, após a morte de Dionísio o Antigo, voltou duas vezes - em 366 e em 361 - à Dion, esperando poder experimentar o seu ideal político e realizar a sua política utopista.
 Estas duas viagens políticas a Siracusa, porém, não tiveram melhor êxito do que a precedente: a primeira viagem terminou com desterro de Dion; na segunda, Platão foi preso por Dionísio, e foi libertado por Arquitas e pelos seus amigos, estando, então, Arquitas no governo do poderoso estado de Tarento.
 Voltando para Atenas, Platão dedicou-se inteiramente à especulação metafísica, ao ensino filosófico e à redação de suas obras, atividade que não foi interrompida a não ser pela morte.
 Esta veio operar aquela libertação definitiva do cárcere do corpo, da qual a filosofia - como lemos no Fédon - não é senão uma assídua preparação e realização no tempo.
 Morreu o grande Platão em 348 ou 347 a.C., com oitenta anos de idade.
1.12.2 Pensamento:
 Dualista.
 É o primeiro a sistematizar o pensamento;
 Preocupa-se com a natureza e com o homem: conhecimento, política, ética, ciência, arte, etc.;
 Estabelece, junto com Aristóteles, os fundamentos da ciência;
 Tinha visão dualista: mundos das idéias (perfeito) e mundo sensível (imperfeito);
 Busca uma síntese entre ser (Parmênides) e devir (Heráclito); (Foi discípulo de Crátilo, discípulo de Heráclito).
 O dualismo se reflete em todas as áreas:
 Lógico= pensamento dialético;
 Epistemológico (reminiscência)= coisas (sensação) e idéias (intelecção).
 Psicologia= corpo e alma (o homem não tem unidade substancial, apenas acidental: três almas);
 Ético= controle racional e supressão dos instintos e paixões.
Moral platônica
 A natureza do homem é racional;
 Na razão realiza o homem a sua humanidade: a ação racional realiza o sumo bem, que é, ao mesmo tempo, felicidade e virtude.
 A natureza racional encontra no corpo um obstáculo.
 Dualismo filosófico-religioso de alma e de corpo: o intelecto encontra um obstáculo nos sentidos, a vontade no impulso, e assim por diante.
 A realização da natureza humana não consiste em disciplinar racionalmente a sensibilidade, mas na sua supressão, na separação da alma do corpo, na morte.
 Agir moralmente é agir racionalmente, e agir racionalmente é filosofar, e filosofar é suprimir o sensível, morrer aos sentidos, ao corpo, ao mundo, para o espírito, o inteligível, a idéia.
1.12.4 Política:
Sofocracia= rei filósofo (República,livro V)
Polis justa (República, livro IV)
Assim como o homem tem três almas, a polis tem três classes: trabalhadores (lavradores, artesãos e comerciantes), guerreiros e governantes. A justiça é a harmonia entre as três.
Mitos:
de Er: Psicologia e epistemologia (Rep., liv. X);
de Giges: ética (Rep., liv. II);
da caverna: Epistemologia e política (Rep., liv. VII);
da biga alada: ética e psicologia (Fedro).
DEMIURGO (= em gr. “o que produz para o povo”)
 É apresentado no Timeu (§ 28) como o artífice do mundo.
 O sistema metafísico de Platão centraliza-se e culmina no divino mundo das idéias, as quais se contrapõem à matéria obscura e incriada.
 Entre as idéias e a matéria estão o Demiurgo e as almas, através das quais desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria aparece.
 Ele contempla o mundo ideal e o reproduz, porém pressupondo a existência das formas eternas.
 É o criador da alma racional.
1.12.3 Obras:
Platão escreveu muitíssimas obras, das quais algumas se perderam. Quanto às que se conservaram, é bastante difícil atribuir-lhe uma data precisa. Estudiosos acreditam que Platão escreveu suas obras em dois períodos: umas na juventude, outras na velhice. Elas são divididas em quatro grupos. Quanto ao tempo de composição, elas corresponderiam aos quatro períodos da vida do filósofo.
Os Diálogos Socráticos
Platão expõe neles a doutrina de Sócrates.
Os principais são:
Apologia de Sócrates: autodefesa de Sócrates;
Críton: obrigação de obedecer às leis;
Íon: sobre a inspiração poética;
Lísias: sobre a amizade;
Eutífron: sobre a santidade.
Os Diálogos Polêmicos
Neles Platão combate os sofistas.
Os principais são:
Protágoras: virtude e conhecimento são a mesma coisa;
Górgias: sobre a retórica;
Crátilo: sobre a linguagem;
Mênon: sobre a virtude;
Hípias Maior: sobre a beleza.
Os Diálogos da Maturidade
Banquete: sobre o amor;
Fédon: sobre a imortalidade da alma; Fedro: sobre a retórica;
República: sobre o Estado ideal.
Os Diálogos da Velhice
Neles Platão faz a revisão crítica da doutrina das Idéias e do estado. Os principais são:
Teeteto: sobre o conhecimento;
Parmênides: defesa da teoria das idéias; Sofista: sobre a relação entre ser e não ser e outras idéias;
Política: o verdadeiro estadista é o filósofo; Filebo: relação entre o prazer e o bem;
Timeu: cosmologia, o Demiurgo;
Leis: a legislação do Estado ideal.
1.13 ARISTÓTELES (384-322 a. C.) Nasceu em Estagira, na Macedônia. Filho do médico do Rei Filipe II. Aos 17 anos muda-se para Atenas para estudar com Platão. Estuda na Academia por 20 anos, até a morte do mestre. Voltou para Macedônia e foi preceptor de Alexandre Magno (por sete anos aproximadamente). Voltou para Atenas e fundou o Liceu.
 Tem trabalhos importantes nas seguintes áreas: metafísica, lógica, ética, política, retórica, poesia, biologia, zoologia, medicina, gramática, física e astronomia.
 Sua forma literária é o tratado (objetivo e metodológico)
 Enquanto Platão é idealista (dualista), Aristóteles é realista (a realidade é una).
1.13.1 Pensamento
 Se a realidade é única como se explica o movimento, a geração e a degeneração?
Pelas quatro causas.
 Matéria e forma: estrutura intrínseca e corpórea;
 Eficiente e final: origem e dinamismo (movimento).
 Ato (aquilo que é) e potência (a possibilidade de vir a ser): explica-se o movimento dos seres pela passagem da potência ao ato.
 O vir-a-ser é uma potência que está atuando (não é pura potência, nem potência já atuada).
1.13.2 Aristóteles teve importantes contribuições para a:
 Cosmologia: Todos os seres são constituídos de matéria e forma e o seu dinamismo se explica pelo ato e potência.
 Antropologia: O homem é substancialmente corpo (matéria) e alma (forma) e não acidentalmente.
 Metafísica: Conhecimento da essência (teleologia aristotélica), da causa última das coisas, a qual postula uma realidade espiritual: o Motor Imóvel.
 Política: A essência do Estado é possibilitar a vida feliz (objetivo da vida humana) e o bem comum.
 Ética: A realização plena do homem exige, além da contemplação (alma), também a satisfação dos sentidos (corpo).
 Estética: Há dois tipos de arte, a produção (tecné) e as imitativas. “O belo é um bem que agrada”, pela ordem, simetria e determinação; tem função pedagógica e catártica, purificam, dão serenidade.
1.13.3 Escritos sobre:
 Lógica (6)
 Metafísica (14)
 Física (29)
 Ética (19)
 Política (8)
 Poética (1)
 Retórica (1)
Principais obras:
 Ética a Nicômaco
 Organon
 Metafísica
 Política

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dez anos de Filosofia no vestibular UEL

SÍNTESE DE DEZ ANOS DE FILOSOFIA NO VESTIBULAR UEL
2003 – 20 questões
1ª Pré-socráticos – Tales de Mileto – passagem do mito à razão.
2ª Mito e filosofia.
3ª Mito e conhecimento.
4ª Democracia grega.
5ª Aristóteles – política.
6ª Hobbes – política – contratualismo.
7ª Locke – política – liberdade.
8ª O poder do Estado – música do Titãs.
9ª Platão – a concepção de sociedade justa.
10ª Aristóteles (2) – ética – virtude.
11ª Rousseau – a liberdade humana.
12ª Kant – o imperativo categórico.
13ª Características da ciência moderna.
14ª Platão (2) – o mundo das idéias.
15ª Descartes – teoria do conhecimento.
16ª Hume – teoria do conhecimento.
17ª Popper – filosofia da ciência.
18ª Platão (3) – estética – a arte.
19ª Esc. de Frankfurt – a relação arte (cinema) e política.
20ª Esc. de Frankfurt (2) – Adorno e Horkheimer – a indústria cultural.

2004 – 20 questões
1ª Pré-socráticos (2) – os físicos da Jônia.
2ª Passagem do mito à razão (2).
3ª Aristóteles (3) – política – origem natural.
4ª Aristóteles (4) – política – a democracia.
5ª Maquiavel – o poder político.
6ª Rousseau (2) – política – Estado e soberania.
7ª Spinoza – liberdade.
8ª Kant (2) – ética – autonomia da vontade.
9ª Kant (3) – ética – a questão do dever.
10ª Ética – virtude - Tugendhat.
11ª Francis Bacon – Filosofia da ciência.
12ª Galileu Galilei – Filosofia da ciência – o método científico.
13ª Descartes (2) – teoria do conhecimento – os sentidos.
14ª Hume (2) – teoria do conhecimento – causalidade.
15ª Popper (2) – epistemologia – relação com o positivismo.
16ª Filosofia da ciência – o discurso científico.
17ª Esc. de Frankfurt (3) – Adorno e Horkheimer (2) – razão instrumental.
18ª Esc. de Frankfurt (4) – Adorno e Horkheimer (3) – ciência, técnica e sociedade.
19ª Estética – arte e política.
20ª Escola de Frankfurt (5) – Benjamin – a reprodutibilidade técnica.

2005 – 20 questões
1ª Passagem do mito à razão (3).
2ª Platão (4) – política – justiça.
3ª Aristóteles (5) – ética – felicidade.
4ª Rousseau (3) – política – liberdade moral.
5ª Kant (4) – ética – o conceito de dever.
6ª Kant (5) – ética – liberdade.
7ª Maquiavel (2) – política.
8ª Hobbes (2) – política – o contrato político.
9ª Locke (2) – política – o contrato social.
10ª Rousseau (4) – política – origem da sociedade civil.
11ª Esc. de Frankfurt (6) – Habermas – política – Estados Democráticos de Direito.
12ª Francis Bacon (2) – teoria do conhecimento – crítica a Aristóteles.
13ª A relação entre filosofia e ciência.
14ª Galileu Galilei (2) – filosofia da ciência.
15ª Descartes (3) – teoria do conhecimento.
16ª Popper (3) – ciência e método científico.
17ª Esc. de Frankfurt (7) – Horkheimer – razão instrumental.
18ª Aristóteles (6) – estética.
19ª Esc. de Frankfurt (8) – Adorno e Horkheimer (4) – indústria cultural.
20ª Esc. de Frankfurt (9) – Adorno e Horkheimer (5) – indústria cultural.

2006 – 20 questões
1ª Os poemas homéricos e o nascimento da filosofia.
2ª Aristóteles (7) – política – cidadania.
3ª Hobbes (3) – política – estado de natureza.
4ª Locke (3) – política – estado de natureza.
5ª Locke (4) – política – contrato social.
6ª Kant (6) – política – direito natural.
7ª Kant (7) – política – concepção de justiça.
8ª Habermas (2) – política – legitimidade do Estado.
9ª Rousseau (5) – Política – legitimidade do poder.
10ª Aristóteles (8) – ética – concepção de justiça.
11ª Esc. de Frankfurt (10) – Habermas (3) – ética.
12ª Esc. de Frankfurt (11) – Habermas (4) – ciência e técnica.
13ª Francis Bacon (3) – filosofia da ciência.
14ª Hume (3) – epistemologia – empirismo.
15ª Platão (5) – teoria do conhecimento – concepção de verdade.
16ª Aristóteles (9) – ética – teleologia.
17ª Platão (6) – teoria do conhecimento – mímesis.
18ª Esc. de Frankfurt (12) – Benjamin (2) – estética – reprodutibilidade técnica.
19ª Esc. de Frankfurt (13) – Adorno e Horkheimer (6) – razão instrumental.
20ª Galileu Galilei (3) – concepção de ciência.

2007 – 20 questões
1ª Platão (7) – teoria do conhecimento - mímesis.
2ª Descartes (4) – teoria do conhecimento – a dúvida cartesiana.
3ª Hobbes (4) – política – contratualismo.
4ª Esc. de Frankfurt (14) – Habermas (5) – ética do discurso.
5ª Francis Bacon (4) – epistemologia – os quatro ídolos.
6ª Kant (8) – ética – a falsa promessa.
7ª Aristóteles (10) – ética – teleologia – virtude (excelência).
8ª Mito e filosofia (4).
9ª Descartes (5) – teoria do conhecimento.
10ª Aristóteles (11) – teoria do conhecimento – livro Metafísica.
11ª Hume (4) – teoria do conhecimento.
12ª Pré-socráticos (3) – Tales de Mileto (2) – passagem do mito à razão.
13ª Kant (9) – epistemologia – juízos analíticos e sintéticos.
14ª Esc. de Frankfurt (15) – Benjamin (3) – estética – aura e reprodutibilidade.
15ª Popper (4) – filosofia da ciência – métodos indutivos.
16ª Maquiavel (3) – política – qualidades do príncipe.
17ª Aristóteles (12) – ética – virtudes – justiça.
18ª Rousseau (6) – política – contratualismo.
19ª Aristóteles (13) – ética – virtudes.
20ª Spinoza (2) – ética – virtudes.

2008 – 20 questões
1ª Platão (8) – estética – educação musical.
2ª Aristóteles (14) – ética – amizade.
3ª Galileu Galilei (4) – epistemologia – método científico.
4ª Hobbes (5) – política – estado de natureza e estado civil.
5ª Descartes (6) – teoria do conhecimento – verdade: clareza e distinção.
6ª Hume (5) – epistemologia – o hábito, costume.
7ª Rousseau (7) – política – contrato social.
8ª Kant (10) – epistemologia.
9ª Popper (5) – filosofia da ciência – demarcação (falseabilidade).
10ª Esc. de Frankfurt (16) – Adorno e Horkheimer (7) – razão instrumental.
11ª Esc. de Frankfurt (17) – Habermas (6) – ética do discurso.
12ª Platão (9) e Aristóteles (15) – estética – o papel dos poetas.
13ª Aristóteles (16) – teoria do conhecimento – as quatro causas.
14ª Descartes (7) – teoria do conhecimento – proposições verdadeiras e certas.
15ª Hume (6) – epistemologia – crença e imaginação.
16ª Popper (6) – filosofia da ciência – o problema da indução.
17ª Aristóteles (17) – teoria do conhecimento.
18ª Escola de Frankfurt (18) – Adorno e Horkheimer (8) – indústria cultural.
19ª Descartes (8) – teoria do conhecimento.
20ª Aristóteles (18) – estética – a poesia.

2009 – 20 questões
1ª Platão (10) – teoria do conhecimento – o mito da caverna.
2ª Platão (11) – política – a cidade justa.
3ª Aristóteles (18) – política – a justiça na polis.
4ª Aristóteles (19) – política – origem natural do Estado.
5ª Maquiavel (4) – política – poder e moral.
6ª Hobbes (6) – política – estado de natureza.
7ª Rousseau (8) – ética – lei natural e lei positiva.
8ª Francis Bacon (5) – epistemologia – experimentação e observação.
9ª Aristóteles (20) – metafísica – teleologia.
10ª Descartes (9) – teoria do conhecimento – dúvida metódica.
11ª Descartes (10) – teoria do conhecimento – conhecimento verdadeiro.
12ª Kant (11) – ética.
13ª Esc. de Frankfurt (19) – Habermas (7) – ética do discurso – razão monológica.
14ª Esc. de Frankfurt (20) – Habermas (8) – política – democracia.
15ª Esc. de Frankfurt (21) – Habermas (9) – política – democracia e cidadania.
16ª Popper (7) – filosofia da ciência – progresso científico.
17ª Esc. de Frankfurt (22) – Adorno e Horkheimer (9) e Habermas (10) – razão instrumental.
18ª Esc. de Frankfurt (23) – ciência e técnica.
19ª Platão (12), Aristóteles (21) – epistemologia – mímesis.
20ª Esc. Frankfurt (24) – Adorno e Benjamin (4) – estética – a arte e a aura.

2010 – 20 questões
1ª Platão (13), Aristóteles (22) – origem da filosofia – thaumazen, admiração.
2ª Descartes (11) – teoria do conhecimento – pensamento e existência.
3ª Hume (7) – epistemologia – empirismo, hábito, costume.
4ª Esc. de Frankfurt (25) – Habermas (11) – ética do discurso.
5ª Platão (13) – estética – mímesis.
6ª Aristóteles (23) – ética – virtudes éticas e dianoéticas.
7ª Esc. de Frankfurt (26) – Adorno (2) – estética – indústria cultural.
8ª Platão (14) – teoria do conhecimento – impressões e conhecimento.
9ª Kant (12) – ética – imperativo categórico.
10ª Aristóteles (24) – estética – o papel do poeta.
11ª Esc. de Frankfurt (27) – Horkheimer (2) – razão e ciência.
12ª Galileu Galilei (5) – epistemologia – revolução científica.
13ª Esc. de Frankfurt (28) – Habermas (12) – política – democracia.
14ª Esc. de Frankfurt (29) – Adorno e Horkheimer (10) – conceito de esclarecimento.
15ª Esc. de Frankfurt (30) – Benjamin (5) – estética – reprodutibilidade e aura.
16ª Rousseau (9) – política – contrato social e vontade geral.
17ª Hobbes (7) – política – jusnaturalismo.
18ª Maquiavel (5) – política – virtú, fortuna e a moralidade.
19ª Kant (13) – teoria do conhecimento – juízos sintéticos a priori.
20ª Locke (5) – política – a questão da propriedade.

2011 – 20 questões
1ª Francis Bacon (6) – epistemologia – método indutivo.
2ª Descartes (12) – teoria do conhecimento – fundamentação da verdade.
3ª Popper (8) – filosofia da ciência – critério de avaliação das teorias científicas.
4ª Esc. de Frankfurt (31) – Habermas (13) – ética – ação comunicativa.
5ª Francis Bacon (7), Adorno e Horkheimer (11) – progresso científico.
6ª Esc. de Frankfurt (32) – Habermas (14) – política – teoria do discurso.
7ª Rousseau (10) – política – homem natural e homem social.
8ª Locke (6) – política – poderes legislativo, executivo e federativo.
9ª Hobbes (8), Aristóteles (25) – política – a sociabilidade humana.
10ª Aristóteles (26) – estética – mímesis.
11ª Aristóteles (27) – política – arte (música), ética e política.
12ª Aristóteles (28) – ética – conceito de virtude ética.
13ª Esc. de Frankfurt (33) – Benjamin (6) – estética – valor de culto da arte.
14ª Kant (14) – ética – vontade, dever e lei moral.
15ª Maquiavel (6) – política – desvinculação com o poder religioso.
16ª Esc. de Frankfurt (34) – Habermas (15) – ética – técnica e ciência como ideologia.
17ª Platão (15) – estética – mímesis, poesia e alma humana.
18ª Platão (16) – estética – poetas imitadores afastam da verdade.
19ª Aristóteles (29) – teoria do conhecimento – princípio de não contradição.
20ª Hobbes (9) – política – evitar condição de guerra.

2012 – 6 questões objetivas
1ª (questão 3) Francis Bacon (8) – ciência e controle da natureza.
2ª (questão 5) Esc. de Frankfurt (35) – Adorno e Horkheimer (12) – instrumentalização e controle da natureza.
3ª (questão 6) Kant (15) – ética – esclarecimento, autonomia.
4ª (questão 11) Aristóteles (30) – ética – teleologia.
5ª (questão 34) Esc. de Frankfurt (36) – Habermas (16) – ética – ética do discurso.
6ª (questão 55) Esc. de Frankfurt (37) – Habermas (17) – linguagem e simbologia
2012 – 4 questões discursivas
1ª Descartes (13) – teoria do conhecimento – dúvida metódica e verdade primeira.
2ª Esc. de Frankfurt (38) – Benjamin (7) – reprodutibilidade e autenticidade.
3ª Hobbes (10) e Locke (7) – jusnaturalismo e contratualismo.
4ª Aristóteles (31) – ética – felicidade: honra, prazer e razão.