segunda-feira, 23 de maio de 2011
O PROBLEMA POLÍTICO
Conceito moderno (Maquiavel, Hobbes, Locke, etc.) de política: a arte de chegar ao poder e manter-se nele.
O pensamento político de Platão
Pode ser encontrado na República, A política e em Leis.
Depois da desilusão política, Platão defende a sofocracia (governo dos sábios).
Não defende a democracia, pois essa pode ser a tirania da maioria.
A pólis justa devia ter harmonia entre as três classes: trabalhadores, soldados e governantes.
Pela educação se conseguiria um rei sábio.
Tudo seria em comum: propriedades, filhos, educação, etc.
O pensamento político de Aristóteles
Analisou 158 constituições.
Critica o autoritarismo e a utopia de Platão, não concorda com a dissolução da família e defende a propriedade privada.
A justiça deve ser a virtude por excelência dos cidadãos.
Há dois tipos de justiça a distributiva (visa a igualdade) e a participativa (visa o acesso ao governo).
Defende que o governo seja exercido pelos virtuosos (virtude = aretê; virtuoso = aristói): aristocracia.
A ética visa a felicidade da pessoa; e a política, a cidade feliz.
Jusnaturalismo: a lei deve ser a expressão política da ordem natural.
A origem do Estado deve-se à natureza humana (animal gregário).
Objetivo do Estado: tornar a vida possível, boa e feliz.
Aristóteles defende também o direito consuetudinário.
Compartilha da idéia de escravidão (raças inferiores), porém sem crueldade.
A transição de Aristóteles à Maquiavel
Depois de Platão e Aristóteles a “genialidade grega” perde espaço e os romanos dominam o mundo; mesmo assim a cultura e a língua grega continuaram influentes.
Politicamente o mundo mudou pouco e o poder político (terrestre) fica sujeito ao poder divino (celeste), até o século XVI.
Para Agostinho de Hipona o Estado se origina a partir do pecado original.
Tomás de Aquino concorda com Aristóteles de que o Estado faz parte da natureza social do homem.
O Estado deve se subordinar à Igreja, como a filosofia à teologia.
A “revolução” de Maquiavel
A finalidade do Estado não deve ser buscada fora dele (na natureza ou na razão), mas em si mesmo (imanente).
O Estado não se origina do poder divino, mas de um jogo de paixões e de lutas internas.
Época das monarquias centralizadoras na, França, Inglaterra, Espanha e Portugal e da ascensão da burguesia.
A finalidade da política não é a justiça ou o bem comum, mas a tomada e a manutenção do poder.
O chefe de Estado precisa ter virtudes, não as cristãs, mas aquelas que permitem conservar o poder: astúcia, força, violência, etc. (Os fins justificam os meios).
Os homens não são anjos, são ruins e interesseiros; seguem suas paixões e esquecem mais rápido a morte da mãe, do que a perda do patrimônio; são desejosos de prazer, falsos, vis, insolentes e maliciosos. Raramente pensam no bem.
O político não pode fazer um “juramento de bondade”, pois o poder impõe tomada de posição.
Maquiavel (1468-1527) não separa política e moral, mas põe na base da política uma moral própria.
Nega fundamentos racionais e religiosos ao Estado e diz que o Estado se utiliza destes.
Não aceita como legítimo o poder hereditário, somente o conquistado.
Maquiavel é o primeiro a defender a autonomia da esfera política.
A política não é a moral nem a sua negação, mas uma força positiva; uma vontade e uma virtude que funda e mantém o Estado.
Principal obra: O príncipe.
Os Contratualistas
Com o advento da modernidade racionalista (emancipa-se do papado, nega o direito divino dos reis) e as contribuições de Maquiavel, o absolutismo começa ter problemas.
A preocupação agora é dar fundamentos racionais e legítimos ao poder do Estado.
Hobbes (1588-1679), Locke (1632-1704) e Rousseau (1712-1778) defendem que houve um tempo em que os homens viviam em estado de natureza, mas, posteriormente se uniram por contrato (não necessariamente escrito) e criaram a sociedade civil.
O pacto feito pelos homens torna legítimo o Estado, a sociedade civil.
Hobbes
De família pobre, manteve contato com Descartes (1596-1650), Francis Bacon (1561-1626) e Galileu Galilei (1564-1642).
Principal obra: O Leviatã.
Hobbes vive em um tempo de ódio, guerras, vinganças e medos. Por isso quer oferecer uma teoria que explique esse comportamento humano e também uma concepção de Estado que garante uma associação pacífica entre os homens (no estado de natureza não há segurança e nem paz, “o homem é o lobo do próprio homem”).
A ordem só será possível mediante um contrato, onde todos abrem mão da liberdade em prol da segurança. O que funda o Estado a dor da guerra e a necessidade de paz.
Todos devem abrir mão de seus direitos em prol de um soberano que terá poderes absolutos. A liberdade, mesmo que seja pouca, poderá gerar a guerra.
O soberano não precisa prestar contas a ninguém, pois sua vontade é lei.
Só o Estado poderá tirar o homem do estado de natureza, da selvageria e conduzi-lo à vida civilizada.
Uma vez instituído o Estado é absoluto. A divisão do poder real com o parlamento inglês gerou a guerra civil.
Locke
Era filósofo e médico, pertencente à burguesia. Inspirou a revolução liberal inglesa, européia e americana.
Discorda de Hobbes quanto à situação de permanente guerra, mas admite o estado de natureza e a sociedade civil.
O que gerou a sociedade civil foi o instabilidade do direito no estado de natureza, onde cada um podia ser juiz.
O Estado foi instituído para dar segurança e garantir os direitos naturais: vida, liberdade e propriedade.
Admite que os governados possam se rebelar caso o governante seja absolutista (ditador, totalitarista).
Locke considera propriedade tudo aquilo que pertence ao indivíduo: a vida, o corpo, a liberdade, o trabalho, etc.
Pelo trabalho o homem tem direito ao acúmulo de bens (Locke não percebe que isso permite o desequilíbrio social e o estado de classes).
Locke parece não perceber que na prática só quem tem bens pode gozar de cidadania plena e por isso defendem a preservação da propriedade.
O liberalismo traz em sua raiz um certo elitismo onde só os de fortuna se tornam governantes.
Principal obra: Dois tratados sobre o governo civil.
Rousseau
Foi o precursor da revolução francesa em virtude de suas idéias liberais; tem influências no romantismo (o bom selvagem) e na pedagogia moderna (Emílio).
Principal obra política: Do contrato social.
A sociedade civil se instaura graças ao estado de natureza e o contrato social.
Distingue soberania e governo: o governo não é soberano, sua soberania vem da vontade geral.
Em estado de natureza os homens eram bons, mas a apropriação da propriedade trouxe a escravidão e a miséria. Há que se romper com esse contrato e criar outro.
No novo contrato o associado nada perde, embora abra mão de alguns direitos, pois ainda mantém a soberania.
Soberano é o corpo coletivo que expressa pela lei a vontade geral. Todo ato legislador é ratificado pelo povo; a democracia é direta via assembléias freqüentes de todos os cidadãos.
Os depositários do poder não senhores de povo, mas seus oficiais, podendo ser constituídos e destituídos, inclusive porque a rotatividade é uma necessidade.
O cidadão é legislador e súdito ao mesmo tempo. Sendo o povo a única fonte do direito, os governantes não gozam da autoridade definitiva.
O marxismo
O pensamento de Karl Marx (1818-1883), como o de Maquiavel, representa uma revolução política. Maquiavel combateu a teologia política e Marx o liberalismo.
Entendendo o liberalismo: Surge uma nova classe social (burguesia) a qual pretende chegar ao poder derrubando a monarquia.
O primeiro passo será mostrar que o poder burguês é mais legítimo (advêm do trabalho) que o poder dos reis (hereditário).
Segundo, mostrar que a propriedade (bens) são uma instituição divina (Calvino defende a riqueza como bênção divina).
A falta de posses (pobreza) deve-se ao esbanjamento ou à preguiça; os pobres são culpados por sua condição.
Essas idéias liberais permitem a derrubada do antigo regime (teocrático e absolutista).
O liberalismo defende que é tarefa do Estado: A) Garantir o direito à propriedade; B) Arbitrar os conflitos e C) Gerir o erário público.
Configuram-se os três poderes e as formas de governo (monarquia parlamentar, república e democracia representativa).
O Estado dispõe de um aparato de segurança, exército e policia, e outros servidores públicos.
O desafio que o liberalismo não venceu foi possibilitar inclusão social e cidadania plena (excluiu pobres, trabalhadores e mulheres).
O liberalismo separa Estado (estabelece e aplica leis) e Sociedade civil (conjunto de relações diversas).
Na sociedade civil os cidadãos se diferenciam pelos seus bens (classes sociais) e ao Estado cabe garantir aos cidadãos a posse dos seus bens.
O Socialismo (marxismo, comunismo)
Evoluiu do socialismo utópico (Morus, Campanella, Saint-Simon) para o anarquista (Proudhon e Bakunin) e posteriormente para o científico (Feuerbach, Marx e Engels).
Entendem os socialistas que o Estado é o responsável pelas desigualdades sociais.
Marx é o maior expoente do socialismo científico.
Observou a sociedade e percebeu a contradição entre a riqueza e a opulências dos patrões e a misérias dos empregados.
Analisa o capitalismo do ponto de vista político, econômico e filosófico e classifica-o como injusto.
Defende que a vida do homem está ligada ao modo como lida com a produção (materialismo histórico).
Valores, instituições, literatura, ciência e religião são configuradas conforme o modo de produção da sociedade.
Contrapondo-se ao idealismo, Marx diz que ao movimentar-se o homem tem os pés no chão e não cabeça.
Por materialismo dialético entende-se o fato da consciência do homem não ser passiva, mas interagir no processo de sua formação.
A sociedade se constitui a partir das condições materiais de produção.
O que caracteriza a existência humana é o seu modo de produção e o empregado ao vender sua força de trabalho se reduz à condição de mercadoria.
O Estado se compõe de infra-estrutura (é a base econômica: proprietários e não-proprietários) e superestrutura (jurídico-política: Estado e direito; e ideológica: literatura, arte, ciência, religião, etc.).
O Estado está a serviço da classe dominante e através da estrutura ideológica submete a classe dominada impedindo que ela se conscientize de sua condição.
Para Marx o motor da história não é o feito dos grandes homens, mas a luta de classes.
As relações de produção (como o trabalho se organiza) dependem das condições naturais e culturais, e das forças produtivas: O modo capitalista objetiva a venda de mercadorias.
A posse daquilo que o “homem mercadoria” produziu em excesso chama-se “mais-valia”.
O ritmo do trabalho nem sempre é o da natureza humana e, pois não é o funcionário quem projeta seu trabalho, apenas executa-o.
O produto do trabalho é subtraído do trabalhador, o qual não se reconhece mais naquilo que faz e o produto acaba ganhando valor por si (“fetichismo da mercadoria”, a mercadoria ganha vida própria e o homem se torna “coisificado”).
a ideologia capitalista não deixa o empregado perceber essa inversão.
O que distingue o homem não é sua natureza social e política, mas a capacidade de produzir as condições (material, intelectual e cultural) de sua existência.
O homens fazem sua história: são o que produzem e como produzem (Engels: “O homem é aquilo que come”).
Ao produzir não escolhem as condições, mas são determinados historicamente.
Marx analisa diversas sociedade (familiar, tribal, feudal, estatal e industrial) e conclui que no Estado moderno o poder político se funda na vontade e pela vontade dos proprietários.
Só aparentemente o Estado visa o bem comum, na realidade serve à classe dominante e por isso deve ser extinto.
Marx conclama os trabalhadores para a práxis (ação humana que transforma a realidade), pois o importante não compreender o mundo, mas transformá-lo.
O que distingue o homem não é sua natureza social e política, mas a capacidade de produzir as condições (material, intelectual e cultural) de sua existência.
O homens fazem sua história: são o que produzem e como produzem (Engels: “O homem é aquilo que come”).
Ao produzir não escolhem as condições, mas são determinados historicamente.
Marx analisa diversas sociedade (familiar, tribal, feudal, estatal e industrial) e conclui que no Estado moderno o poder político se funda na vontade e pela vontade dos proprietários.
Só aparentemente o Estado visa o bem comum, na realidade serve à classe dominante e por isso deve ser extinto.
Marx conclama os trabalhadores para a práxis (ação humana que transforma a realidade), pois o importante não compreender o mundo, mas transformá-lo.
Um dos maiores seguidores de Marx foi Lênin, o qual implantou na Rússia um marxismo contrário daquele pensado por Marx, onde o poder seria dado aos trabalhadores e não ao Estado.
Lênin não estabelece o poder nas mãos dos trabalhadores, mas não mãos do partido, fato que Marx não havia imaginado.
A revolução só deveria ocorrer quando acabassem as possibilidades econômicas e políticas da burguesia e a classe trabalhadora se organizasse.
A Rússia aderiu a um sistema totalitário de poder e nessa esteira veio Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, China e Cuba.
O totalitarismo também teve reflexos na América Latina: Brasil, Chile e Paraguai.
No totalitarismo o Estado assume e controla todas as instituições da sociedade.
A forma mais conhecida é o nazifascismo (extremista, hostil à democracia).
Stalin destruiu todas as teses marxistas e a URSS permaneceu totalitária até 1980 (assista o filme “Stalin”).
Na China a agricultura, a indústria e o comércio foram coletivizados, por um marxismo maoísta.
O mundo do século XX se dividiu em dois blocos (guerra fria) entre capitalistas e comunistas.
Surgiu no ocidente a idéia de Estado de Bem-estar Social, defendendo o capitalismo contra o perigo comunista.
Visando evitar que o Terceiro Mundo se tornasse comunista criou-se o Banco Mundial e o FMI que lhe socorriam nas necessidades sociais, por um lado e por outro lado faziam espionagem e apoiavam os militares contra as revoluções populares (surgem as ditaduras).
A escola de Frankfurt
Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt
Fundada por Felix Weil em 22.06.1924 e tendo como primeiro diretor Karl Grünberg.
Maiores expoentes: Adorno, Horkheimer, Benjamin, Marcuse, Erich Fromm e Habermas.
Desenvolve a Teoria Crítica da Sociedade: compreensão global da sociedade visando um quadro total da realidade (filosofia, sociologia, economia, história, psicologia e antropologia).
Partiram da teoria marxista revisada e têm influência de Kant, Hegel, Freud, Weber, Kierkegaard, Nietzsche e Heidegger.
Influenciou os movimentos culturais de nosso tempo com os conceitos de sociedade de massas, tecnologia como instrumento do sistema capitalista com ênfase no consumo e na diversão visando minimizar os problemas sociais (pão e circo).
Adorno (1903-1960) e Horkheimer (1895-1973)
Fazem uma crítica da razão iluminista, vista como instrumento de dominação pelo desenvolvimento técnico-industrial.
São pessimistas em relação à mudança da sociedade.
A consciência sucumbiu e está alienada pela indústria cultural, pela diversão vulgar através do rádio, cinema, tv, jornais, etc. que homogeneizou comportamentos e massificou pessoas.
A razão tornou-se controladora e instrumental.
Walter Benjamin (1892-1940)
Vê com otimismo a indústria cultural, pois a reprodução tornou a arte politizadora acessível às massas.
Tentou conciliar princípios marxistas e judaicos.
Jürgen Habermas (1929 - )
É o autor de maior influência nas questões atuais.
Acredita que a modernidade ainda não cumpriu o seu projeto.
Propõe uma retomada do projeto emancipatório em novas bases (razão dialógica).
A razão dialógica nasce do diálogo, da argumentação e do consenso.
É a razão da ação comunicativa que fortalece as liberdades.
Rompe com as lacunas de seus antecessores como Marx (a idéia da centralidade do trabalho).
Razão, verdade, sociedade e democracia deixam de ser absolutos e passam a ser definidos consensualmente, comunitariamente.
quinta-feira, 3 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A vida de Helen Adams Keller é a história de uma criança que aos dezoito meses de idade ficou cega e surda e de sua luta árdua e vitoriosa para se integrar na sociedade, tornando-se além de célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo trabalho incessante que desenvolveu para o bem estar das pessoas portadoras de deficiências.
Nasceu em 27 de junho de 1880 em Tuscumbia, Alabama, descendendo de família tradicional do Sul dos Estados Unidos. Seu pai, Capitão Arthur Keller, era homem de influência em sua comunidade, editor do Jornal “The Tuscumbia Alabamian” e foi nomeado Prefeito do Alabama do Norte em 1885.
Helen Keller perdeu subitamente a visão e a audição devido a uma doença que foi diagnosticada naquela época, como febre cerebral, sendo provável que tenha sido escarlatina. Passou os primeiros anos de sua infância sem orientação adequada que lhe permitisse desenvolver-se aprendendo sobre o mundo ao seu redor.
Alguns meses antes de Helen completar 7 anos de idade, Anne Sullivan, uma professora de vinte e um anos, foi morar em sua casa para ensiná-la. A chegada de Anne na casa de Helen deu-se no dia 3 do março de 1887.
A professora Anne Sullivan havia estudado na Escola Perkins para cegos (Perkins School for the Blind) pois, quando criança tinha sido cega, mas recuperou a visão através de nove operações. Sua indicação para ensinar Helen foi feita por Alexander Graham Bell, que havia sido procurado pelos pais de Helen. Desde essa época, professora e aluna, tornaram-se inseparáveis até a morte de Anne Sullivan em 1935.
Até a chegada da professora, Helen Keller ainda não falava e não compreendia o significado das coisas.
Anne Sullivan assumiu a tarefa de ensinar Helen e para isso necessitou de muita coragem e persistência. As alunas cegas da Escola Perkins fizeram-lhe uma boneca pare levar a Helen. o vestido dessa boneca foi feito por Laura Bridgman, primeira cega-surda educada na Perkins. Anne Sullivan iniciou seu trabalho com Helen utilizando a boneca e tentando relacionar o objeto à palavra através da soletração da palavra “BONECA” pelo alfabeto manual. Helen logo aprendeu a repetir as letras corretamente, mas não sabia que as palavras significavam coisas. Aprendeu através desse método, um tanto incompreensível para ela, a soletrar, com o uso das mãos, varias palavras.
No dia 5 do abril de 1887 Helen e sua professora estavam no quintal da casa, perto de um poço, bombeando água. A professora Sullivan colocou a mão de Helen na água fria e sobre a outra mão soletrou a palavra “água” primeiro vagarosamente, depois rapidamente. De repente, os sinais atingiram a consciência de Helen agora com um significado. Ela aprendeu que “água” significava algo frio e fresco que escorria entre suas mãos. A seguir, tocou a terra e pediu o nome daquilo e, ao anoitecer já havia relacionado trinta palavras a seus significados.
Este foi o começo da educação de Helen Keller. Numa sucessão rápida ela aprendeu os alfabetos braille e manual, facilitando assim, sua aprendizagem da escrita e leitura. Em 1890 ela surpreendeu a “Professora” (como chamava à Anne Sullivan) pedindo para aprender a falar. Helen Keller aprendeu a falar aos dez anos. “Eu tinha dez anos quando Annie *Annie é o tratamento familiar de Anne* me levou a primeira lição de linguagem falada em casa de Miss Sarah Fuller (Diretoria da Escola de Surdos Horace Mann). Os poucos sons que eu então produzia, eram ruídos inexpressivos, quase sempre roucos, pelo esforço que empregava para obtê-los. Pondo minha mão em seu rosto, para que eu sentisse a vibração de sua voz, Miss Fuller ia repetindo vagarosamente e muito claro, o som *ahm*, enquanto Miss Sullivan soletrava a palavra *ahm* na minha mão. Eu ia imitando como podia, conseguindo ao fim de algum tempo, articular o som a contento da mestra. Ao final de minha décima primeira lição, fiz uma surpresa para Annie, puxei-a pelo braço, coloquei a posição da língua e disse claramente: “EU NÃO SOU MAIS MUDA”.
Sob a orientação de Anne Sullivan, matriculou-se no Instituto Horace Mann para Surdos de Boston e depois na Escola Wright-Humason Oral de Nova Yorque onde, durante dois anos, recebeu lições de linguagem falada e de leitura pelos lábios.
Helen Keller além de aprender a ler, escrever e falar demonstrou, também, excepcional eficiência no estudo das disciplinas do currículo regular.
Quando pequena, Helen Keller costumava dizer: “Algum dia cursarei uma faculdade” e de fato cursou. E 1898 entrou na Escola Cambridge para Moças; em 1900, para a Universidade Radcliffe onde, em 1904, recebeu seu diploma de bacharel em filosofia. Durante seu período de estudante a professora Anne Sullivan foi sua orientadora constante transmitindo todas as aulas para Helen, através do alfabeto manual, encorajando-a e estimulando-a. Todos os livros de consulta que não existiam em braille eram laboriosamente soletrados nas mãos de Helen. Além das aulas da Universidade, Anne soletrava aulas de francês, latim e alemão.
Com a obtenção de seu grau de bacharel, acabaram-se os dias de educação formal de Helen. Todavia, através de toda sua vida, continuou a estudar e manter-se informada sobre todos os assuntos de importância para o mundo moderno. Em reconhecimento de sua capacidade e realizações acadêmicas, Helen Keller recebeu títulos e diplomas honorários das Universidades Temple e de Harward e das Universidades da Escócia (Glasgow)! Alemanha (Berlim), índia (Nova Delhi) e de Witwaterstrand (Johannesburg. África do Sul).
Em 1905 a professora Anne Sullivan casou-se com John A. Macy, eminente critico literário. O casamento não interrompeu o relacionamento de aluna e professora. Helen Keller foi morar com o casal que continuou auxiliando-a em seus estudos e outras atividades. Antes de se formar Helen Keller fez sua estréia na literatura escrevendo sua autobiografia “A História de Minha Vida”, publicada em 1902, e em seguida no jornalismo com uma serie de artigos no “Ladies Home Journal”. A partir dessa data não parou mais de escrever. Em seus trabalhos literários Helen usava a máquina de datilografia braille preparando os manuscritos e depois copiava-os numa máquina de datilografia comum.
Escreveu inúmeros artigos para revistas e alem da “História de Minha Vida”, escreveu vários livros entre os quais:
“Otimismo - um ensaio”
“A Canção do Muro de Pedra”
“O Mundo em que Vivo”
“Lutando Contra as Trevas” (Minha professora Anne Sullivan Macy).
“Minha Religião”
“Minha Vida de Mulher”
“Paz no Crepúsculo”
“Helen Keller na Escócia”
“O Diário de Helen Keller”
“Vamos ter Fé”
“Dedicação de Uma Vida”
“A Porta Aberta”
Seus livros foram transcritos em várias línguas. Em 1954, “A História de Minha Vida”, após cinqüenta anos de sua primeira publicação como livro, foi traduzido em cinqüenta línguas.
Poucos anos antes de sua morte, Mark Twain disse: “As duas personalidades mais interessantes do Século XIX são Napoleão e Helen Keller”.
William James escreveu sobre Helen Keller: “Mas o que quer que você tenha sido ou é, você é uma benção. Sou capaz de matar a quem disser que não”.
Esses sentimentos expressos por dois amigos de sua juventude foram partilhados durante anos por homens e mulheres famosos e proeminentes de todo o mundo, cuja amizade Helen Keller manteve.
Helen Keller recebeu numerosos prêmios de grande distinção. Em junho de 1952 foi feita Cavaleiro da Legião de Honra da França.
Em reconhecimento ao estimulo que seu exemplo e presença deram aos trabalhos para cegos nos paises que visitou, os governos do Brasil, Japão, Filipinas e Líbano conferiram-lhe, respectivamente, as seguintes condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul, do Tesouro Sagrado, do Coração de Ouro e Medalha de Ouro de Mérito.
Helen Keller recebeu também, o Prêmio Américas para a União Interamericana, o premio Medalha de Ouro do Instituto Nacional de Ciências Sociais e outros.
Tornou-se membro honorária de sociedades científicas e organizações filantrópicas dos cinco continentes.
No Qüinquagésimo aniversário de sua graduação, a Universidade Radcliffe outorgou-lhe o “Prêmio Destaque a Aluno”.
Uma grande honraria foi também concedida a Helen Keller, em 1954, quando seu local de nascimento, Ivy Green, em Tuscumbia, foi transformado em museu permanente. A cerimônia realizou-se em 7 de maio de 1954, com a presença de diretores da American Foundation for the Blind e de outras autoridades. Juntamente com esse acontecimento, realizou-se, também, a premier do filme biográfico de Helen Keller, “Os Inconquistados” o filme posteriormente recebeu novo titulo “Helen Keller e sua História”. Em 1955 esse filme ganhou o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, como o melhor documentário de longa metragem do ano.
Mais compensadoras do que as inúmeras honrarias que recebeu foram as relações de amizades que Helen Keller fez com a maioria das personalidades proeminentes de seu tempo. Eram algumas figuras famosas, de Grover Cleveland a Charlie Chaplin, de Nerhu a John F. Kennedy e outros como Katherine Corvell, Van Wyck Brooks, Alexander Graham Bell e Jo Davidson, aos quais ela considerava amigos.
Por mais diversos que fossem seus interesses, Helen Keller nunca esqueceu as necessidades das pessoas cegas e surdo-cegas. Desde sua juventude, sempre esteve disposta a trabalhar pelo seu bem estar comparecendo perante governos, dando conferências, escrevendo artigos e sobretudo, pelo exemplo pessoal do que uma pessoa severamente prejudicada pode alcançar.
Quando a American Foundation for the Blind, a instituição nacional para informação sobre cegueira, foi fundada em 1921, ela finalmente teve um efetivo instrumento nacional para dar vazão aos seus esforços. De 1924 até sua morte ela foi membro do “staff” da Foundation, servindo como conselheira em relações internacionais e nacionais. Foi também em 1924 que Helen Keller começou sua campanha para levantar o “Fundo Helen Keller” para a Foundation. Até a sua aposentadoria da vida pública, ela foi incansável em seus esforços para que esse Fundo tivesse os recursos necessários para garantir programas de educação e reabilitação de cegos e surdo-cegos.
De todas as suas contribuições para a Foundation, Helen Keller talvez sentisse mais orgulho de sua assistência na formação de um serviço especial para pessoas surdo-cegas, em 1946.
Helen Keller, porém, estava tão interessada no bem estar das pessoas cegas de outros países quanto aquelas do seu próprio país; as condições nas nações subdesenvolvidas e em guerra eram particularmente preocupantes. Sua participação ativa nessa Área de trabalho para os cegos começou em 1915, quando o Fundo Permanente de Ajuda aos Cegos de Guerra, posteriormente chamado - Imprensa Braille Americana - bi fundado. E foi membro de sua primeira junta de diretores.
Quando a Imprensa Braille Americana transformou-se na American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated) em 1946, Helen Keller foi eleita conselheira em relações internacionais. Foi então que ela começou suas viagens pelo mundo, em beneficio dos cegos, fato esse que a tornou bem conhecida em seus últimos anos de vida. Durante sete viagens entre 1946 e 1957, em visitou 35 paises em cinco continentes. Em 1953 Helen Keller esteve no Brasil a convite oficial do governo brasileiro e da Fundação para o Livro do Cego no Brasil. Realizou visitas e palestras no Rio de Janeiro e em São Paulo e seu exemplo estimulou e deu grande impulso à educação e à reabilitação de cegos no Brasil.
De 3 a 10 de maio, Helen Keller realizou um programa vasto de palestras, visitas e entrevistas ra cidade do Rio de Janeiro.
Visitou o Colégio Bennett para alunas brasileiras e americanas onde realizou palestras e visitou também o Instituto Benjamin Constant para Cegos onde recebeu carinhosas homenagens dos alunos e funcionários daquele Instituto. Esteve também em visita ao Palácio do Itamarati e ao Instituto Brasil Estados Unidos.
Helen Keller realizou inúmeras palestras no Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, na Escola de Filosofia da Universidade Nacional do Brasil e no Instituto da Universidade Nacional.
Foi homenageada pele Embaixador dos Estados Unidos no Brasil e recepcionada na Legião Brasileira de Assistência, onde recebeu o titulo de Membro Honorário dessa organização.
Helen Keller recebeu ainda homenagem de pessoas cegas do interior do Brasil que viajaram 400 milhas para vê-la e deu entrevistas a todos os órgãos da Imprensa.
Durante o período em que esteve em São Paulo, de 11 a 16 de maio de 1953, Helen Keller visitou:a Faculdade de Higiene e Saúde Pública do Universidade de São Paulo, Instituto Santa Terezinha para Crianças Surdas, Instituto para Cegos “Padre Chico” Federação de Cegos Laboriosos, Instituto de Educação “Caetano de Campos”, Instituto Butantã, Horto Florestal, Prédio do Banco do Estado, Orquidário do Estado, fez uma viagem a Santos e visitou uma fazenda de café.
Uma mesa redonda realizada com sua presença na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo deu erigem à criação, no SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), de um Serviço de Orientação e Colocação Profissional de Cegos que hoje já colocou nas indústrias de São Paulo grande número de deficientes da visão.
Realizou uma palestra no Hospital dos Clínicas, para doutores e estudantes dos Departamentos de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Nesta palestra onde estiveram presentes cerca de 550 pessoas, alguém perguntou a Helen Keller:
-- “O que você gostaria mais de ver, se Deus lhe desse visão por cinco minutos?” Helen Keller respondeu:
-- “As flores, o pôr do sol e o rosto de uma criança”.
Helen Keller foi recepcionada pelo então Governador de São Paulo, pela União Cultural Brasil-Estados Unidos e pela Fundação para o Livro do Cego no Brasil.
A Ultima homenagem que lhe foi prestada no Brasil realizou-se no Teatro de Cultura Artística com a presença de inúmeras pessoas, entre elas o Governador do Estado, professores de Faculdade e altas personalidades. Nessa ocasião foi criado o Comitê de assistência aos Cegos da Associação Pan-Americana de Oftalmologia e Helen Keller, juntamente com d. Dorina do Gouvea Nowill foram empossadas nos cargos de Presidente e Co-Presidente respectivamente.
Em 1955, quando tinha 75 anos, Helen Keller realizou mais uma de suas longas e árduas viagens, percorrendo 40.000 milhas, durante cinco meses, através da Ásia. Por onde viajou, sempre levou uma nova coragem para milhares de pessoas cegas e muitos dos esforços para melhorar as condições entre os cegos no mundo podem ser atribuídos diretamente as suas visitas.
Durante sua vida, Helen Keller viveu em vários lugares diferentes: Tuscumbia, Alabama; Cambridge e Wrentham, Massachusetts; Forest Hills, Nova Yorque, mas talvez sua residência favorita tenha sido a última, a casa em Westport, Connecticut, chamada “Arcan Ridge”, de estrutura branca, para onde se mudou, após a morte de Anne Sullivan. E foi “Arcan Ridge”, que ela chamou do lar pelo resto de sua vida. Após a morte da “Professora”, Polly Thomson, uma senhora escocesa que já vivia em casa de Helen Keller desde 1914, assumiu a tarefa de auxiliá-la em seu trabalho. Após a morte de Polly Thomson, em 1960, uma companheira e enfermeira, a Sra Winifred Corbally, assistiu-a até seu último dia.
Helen Keller fez suas ultima aparição em público num encontro do Lions Club de Washington, D.C. Nesse encontro ela recebeu o “Prêmio Humanitário Lions” por sua vida dedicada a servir a humanidade e por inspirar a adoção de programas de ajuda aos cegos e conservação da visão do Lions International. Durante sua viagem a Washington, foi recebida pelo Presidente Kennedy. Na ocasião, um repórter perguntou quantos presidentes havia conhecido e Helen Keller respondeu que não sabia quantos, mas que conheceu a todos desde Grover Cleveland.
Após 1961, Helen Keller viveu tranqüilamente em “Arcan Ridge”, onde recebia a família, amigos íntimos e membros da American Foundation for the Blind e da American Foundation for Overseas Blind (hoje Helen Keller International Incorporated). Passava a maior parte do seu tempo lendo. Seus livros favoritos foram a Bíblia e volumes de poesia e filosofia.
Apesar de seu afastamento da vida pública, Helen Keller não foi esquecida. Em 1964 recebeu a “Medalha Presidencial da Liberdade”, a maior honra de seu país.
Em 1965, foi uma das vinte eleitas para o Hall da Fama Feminina, na Feira Mundial de Nova Yorque. Helen Keller e Eleanor Roosevelt receberam a maioria dos votos entre as cem mulheres indicadas.
Helen Keller faleceu em 19 de junho de 1968, em “Arcan Ridge”, algumas semanas antes de completar 88 anos. Suas cinzas foram depositadas no lado das de Anne Sullivan Macy e Polly Thomson na Capela de São José, na Catedral de Washington. A cerimônia compareceram sua família e amigos, autoridades do governo, pessoas proeminentes de todos os setores e delegações da maioria das organizações para cegos e surdos.
No seu último adeus, o Senador Lister Hill, do Alabama, expressou os sentimentos de todo o mundo quando disse a respeito de Helen Keller:
- “Ela viverá; ela foi um dos poucos nomes, imortais, que não nasceu para morrer. Seu espírito perdurará enquanto o homem puder ler e história puderem ser contadas sobre a mulher que mostrou ao mundo que não existem limitações para a coragem e a fé”.
Helen Keller foi por si mesma uma grande obra de educação, pois dedicou sua vida ao trabalho para o bem estar das pessoas cegas e surdo-cegas, influenciando na criação de legislação e serviços especializados.
E por tudo isso ela foi chamada por seus amigos americanos “A primeira mulher de coragem do mundo”.
Os escritos e pensamentos de Helen Keller traduzem espírito de coragem e força de vontade.
Estas são algumas freses extraídas de suas obras:
“Não há melhor maneira de agradecer a Deus pela visão, do que dar ajuda a alguém que não a possui”.
“Se metade do dinheiro hoje gasto em curar cegueira, fosse utilizado em preveni-la, a sociedade ganharia em termos de economia sem mencionar considerações de felicidade para a humanidade”.
“Que toda criança cega tenha oportunidade de receber educação e todo adulto cego, uma oportunidade para treinamento e trabalho útil”,
“Quando uma porta de felicidade fecha-se, uma outra se abre; mas muitas vezes, nós olhamos tão demoradamente para a porta fechada que não podemos ver aquela que se abriu diante de nós”.
“É maravilhoso ter ouvidos e olhos na alma. Isto completa a alegria de viver”.
“Não há barreiras que o ser humano não possa transpor”.
“Por muitos anos, não dispusemos de criada alguma, por falta de recursos. Aprendi a fazer tudo o que podia, para ajudar minha professora. Todas as manhãs, ela levava o marido de carro à estação, onde ele tomava o trem pata Boston, para depois se ocupar das compras. Eu tirava a mesa, lavava a louça e arrumava os quartos. Podiam estar clamando por mim montanhas de cartas, livros e artigos para escrever, mas, a casa era a casa, alguém tinha de fazer as camas, colher flores, catar lenha, pôr o moinho de vento a andar e pará-lo quando a caixa estivesse cheia, enfim, ter em mente essas coisas imperceptíveis que fazem a felicidade da família. Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos nas tarefas diárias de casa”.
FONTES DE CONSULTA
AMERICAN FOUNDATION FOR THE BLIND, INC. - Helen Keller ENCICLOPÉDIA SARSA - RJ/SP. Encyclopedia Britannica Editores Ltda, 1967
FUNDAQAO PARA O LIVRO DO CEGO NO BRASIL - Arquivos ENCICLOPÉDIA GLOBO - R.S., Globo, 1969 ENCICLOPCDIA OBJETIVA UNIVERSAL. SP/RJIPR, Expel Distribuição exclusiva, s/d
KELLER, Helen - Lutando contra as trevas. RJ, Fundo de Cultura, C. 1957.
Extraído do site: http://helenkeller1880.vilabol.uol.com.br/ em 31.01.11, às 10:29.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lista de filósofos
Adorno, Theodor Wiesegrund (1903 - 1969)
Agrippa, Henricus - (1486 - 1534 ? 1535?)
Althusser, Louis - (1918 - 1990)
Anaxágoras - (499 - 428 a.C.)
Anaximandro - (610-547 a.C.)
Anaximenes - (588-524 a.C.)
Antístenes - (444 - 465 a.C.)
Ardigo, Roberto (1828-1920)
Arendt, Hanna - (1906- 1975)
Aristideses - (384- 322 a.C.)
Arquimedes - (287-212)
Arquitas de Tarento( V e IV a.C.}
Austin, John (1790-1859)
Austin, John - (1911 -1960)
Averróis - (1126 - 1198)
Bacharelard, Gaston - (1884-1962)
Bacon, Francis - (1561-1626)
Bacon, Roger - (1214-1292)
Bakunin, Mikhail - (1814-1876)
Barthes, Roland - (1915-1980)
Baudrillard - (1929-)
Bayle, Pierre - (1647-1706)
Beauvoir, Simone de - (1908-1986)
Becker, Oscar - (1889 - 1964)
Benjamin, Walter - (1892-1940)
Bergson, Henri - (1859-1941)
Berkeley, George - (1685-1753)
Boaventura, Simão - (1221-1274)
Bochenski - (1902-1995)
Boécio - (480-524)
Boehme, Jakob - (1575-1624)
Bolzano, Bernhard - (1781-1848)
Bruno, Giordano - (1548-1600)
Buber, Martin - (1878-1965)
Bunge, Mario - (1919 -)
Burke, Edmund - (1729-1797)
Cairns, William - (1780-1848)
Campanella, Tommaso - ( 1568-1639)
Camus, Albert - (1913-1960)
Carnap, Rudolf - (1891-1970)
Chaui, Marilena (1941 - )
Cassirer, Ernst - (1874-1945)
Chomsky, Noam - (1928 - )
Cícero (106-43 a.C.)
Cioran, Emile - (1911-1995)
Comte, Auguste - (1798-1857)
Condillac, Etienne Bonnot de - (1715-1780)
Condorcet, marquês de - (1743 1794)
Confucio - (551-479)
Cousin, Victor (1792-1867)
Crisipo - (c.280 205 a.C.)
D´Alembert, Jean - (1717 -1783)
Dante Alighieri - (1265 -1321)
Darwin, Charles - (1809 - 1882)
Degérando, Joseph Marie (1772-1842)
Deleuze, Gilles - (1925-1995)
Demócrito (c. 460 -c.370 a.C.)
Dennet, Daniel - (1942- )
Derrida, Jacques - (1930- )
Descartes, René - (1596-1650)
Dewey, John - (1859-1952)
Diderot, Denis - (1713-1784)
Dilthey, Wilhem - (1833-1911)
Diógenes, o Cínico - (c.400-c.325 a.C.)
Duns Scotus, João - (c.1265 -1308)
Durkheim, Emile - (1858-1917)
Eckhart, Johannes - 1260-1327
Einstein, Albert - (1879-1955)
Emerson, Ralph Waldo (1803-1882)
Engels, Friedrich - (1820-1895)
Epicteto (50-125 ou 130)
Epicuro - (341-270 a.C.)
Erasmo, Rotterdã - (c.1467 -1536)
Euclides - (c.450-c.380 a.C.)
Feuerbach, Ludwig - (1804-1872)
Fichte, Johann Gottlieb - (1762-1814)
Foucault, Michel - (1926-1984)
Fourier, Charles - (1772-1837)
Fraassen, Bas C. van - (1941-)
Frege, Gottlob - (1848-1925)
Freud, Sigmund - (1856-1939)
Gadamer, Hans-Georg - (1900 - 2002)
Galilei Galileo - (1564-1642)
Galluppi, Pasquale (1770-1846)
Gassendi, Pierre - (1592-1655)
Girard, René - (1923 - )
Gödel, Kurt - (1906-1978)
Goethe, Johann Wolfgang von - (1749-1832)
Gramsci, Antonio - (1891-1937)
Habermas, Jürgen - (1929 - )
Hayek, Friedrich August Von - (1889-1992)
Hans Albert (1921 - )
Hegel, Georg Friedrich - (1770-1831)
Heidegger, Martin - (1889-1976)
Heráclito - (séc. VI-V a.C)
Hobbes, Thomas - (1588-1679)
Holenstein, Elmar - (1939 - )
Horkheimer, Max - (1895-1973)
Humboldt, Wilhelm - (1767-1835)
Hume, David (1711 -1776)
Husserl, Edmund (1859-1938)
Huxley, Thomas Henry (1825-1895)
Hypatie - (370-415)
Jakobson, Roman - (1896-1982)
James, William - (1842-1910)
Jaspers, Karl - (1883-1969)
Jonas, Hans - (1903-1993)
Joyce, James - (1882-1941)
Jung, Carl Gustav - (1875-1961)
Kant, Immanuel - (1724-1804)
Kepler - (1571-1630)
Kierkegaard, Soren - (1813-1855)
Konink, Charles de - (1906-1965)
Kripke, Saul Aaron (1940 -)
Kristeva, Julia (1941-)
LaBrède
La Mettrie, Julien Offroy de (1709-1751)
Leibniz, Gottfried Wilhelm - (1646-1716)
Lenin, Vladmir - (1870-1924)
Levinas, Emmanuel (1905 - 1995)
Levy - Bruhl, Lucien -(1857-1939)
Locke, John (1632- 1704)
Lowith - (1897-1973)
Lucrécio (98- 55 a.C)
Luxemburgo, Rosa - (1871- 1919)
Lyotard. Jean François - (1924-)
Mach, Ernst (1838-1916)
Maimonides, Moisés - (1135 - 1204)
Maine de Biran - (1766 - 1824)
Malraux, André - (1901-1976)
Mao - Tsé - Tung - (1893 - 1976)
Maquiavel, Niccolò - (1469-1527 dC)
Marchesini, Giovanni (1868-1931)
Marco Aurélio - (121-180)
Marcuse, Herbet - (1898-1979)
Markovic, Svetozar (1846-1875)
Martí d'Eixalà, Ramón (1808-1857)
Martinak, Eduard (1859-1943)
Martineau, James (1805-1900)
Martinetti, Piero (1871-1943)
Marty, Anton (1847-1914)
Marx, Karl - (1818-1883)
Masaryk, Tomas Garrige (1850-1937)
Maupertius - (1698-1759)
Mauthner, Fritz (1849-1923)
Maxwell, James Clerk (1831-1879)
McCosh, James (1811-1894)
McDougall, William (1871-1938)
McTaggart, John McTaggart Ellis (1866-1925)
Mendel - (1823-1884)
Merleau - Ponty, Maurice - (1908-1961)
Mill, John Stuart - (1806-1873)
Montaigne, Michel de - (1533-1592)
Montesquieu, barão de - (1689-1755)
Moore, George - (1852-1933)
More, Thomas - (1478-1535)
Morgan, Augustus (1806-1871)
Morgan, C[onwy] Lloyd (1852-1936)
Mosca, Gaetano (1858-1941)
Munguía, Clemente (1810-1868)
Müller, Johannes (1801-1858)
Münsterberg, Hugo (1863-1916)
Nagel, Ernest - (1901-1985)
Natorp, Paul Gerhard (1854-1924)
Newman, John Henry (1801-1890)
Nietzsche, Friedrich - (1844-1900)
Nishi Amane (1829-1897)
Nishida, Kitaro (1870-1945)
Novalis - (1772 - 1801)
Occam, Guilherme de - (?1300 - 1350)
Oken, Lorenz (1779-1851)
Ollé-Laprune, Léon (1839-1898)
Opzoomer, Cornelis Willard (1821-1892)
Orestano, Francesco (1873-1945)
Ostwald, Wilhelm (1853-1932)
Otto, Rudolf (1869-1937)
Palágyi, Menyhért [Melchior] (1859-1924)
Paracelso - (1574 - 1637)
Pareto, Vilfredo (1848-1923)
Parmêmides - (?515 - ?450 a.C)
Pascal, Blaise - (1623-1662)
Pastore, Annibale (1868-1956)
Pauler, Akós von (1876-1933)
Paulsen, Friedrich (1846-1908)
Pavlov, Ivan Pétrovitch (1849-1936)
Payot, Jules (1859-1940)
Peano, Giuseppe (1858-1932)
Pearson, Karl (1857-1936)
Peirce, Charles - (1839-1914)
Péricles - (493-429 a. C)
Perry, Ralph Barton (1876-1957)
Petrarca (1304-1374)
Petronijevic, Branislav (1875-1954)
Petzoldt, Joseph (1862-1929)
Pfänder, Alexander (1870-1941)
Piaget, Jean - (1896-1980)
Pisarév, Dmitrí Ivanovich (1840-1868)
Pitágoras - (571-70 - 497-96 a.C.)
Plancks, Max [Karl Ernst Ludwig] (1858-1947)
Platão - (428-348 a.C.)
Plejanov, Georgii Valéntinovich (1856-1918)
Plotino - (205-270)
Poincaré, Henri (1854-1912)
Popper, Karl - (1902 - 1994)Pradines, Maurice (1874-1958)
Prantl, Karl (1820-1888)
Prichard, H[arold] A[rthur] (1871-1947)
Proudhon, Pierre Joseph - (1809-1865)
Ptolomeu - (100 - 170)
Putnam, Hilary - (1926-)
Quine, Willard van Orman - (1908-2000)
Radulescu-Motru, Constantin (1868-1954)
Rauh, Fredéric (1861-1909)
Ravaisson, Félix (Félix Ravaisson-Mollien (1813-1900)
Rawls - (1921-)
Read, Carveth (1848-1931)
Rehmke, Johannes (1848-1930)
Reinach - (1883-1917)
Reininger, Robert (1869-1955)
Renan, Ernest [Joseph] (1823-1892)
Renouvier, Charles (1815-1903)
Rensi, Giuseppe (1871-1941)
Rey y Heredia, José María (1818-1861)
Rey, Abel (1873-1940)
Reymond, Arnold (1874-1958)
Ribot, Théodule [Armand] (1839-1916)
Rickert, Heinrich (1863-1936)
Ricouer, Paul - (1913-)
Riehl, Alois (1844-1924)
Riemann, Georg Friedrich Bernhard (1826-1866)
Rignano, Eugenio (1870-1930)
Rilke, Rainer Maria - (1875-1926)
Ritschl, Albrecht (1822-1889)
Romanes, George John (1848-1894)
Romero, Silvio - (1851-1914)
Rosenkranz, Johann Karl Friedrich (1805-1879)
Rosmini-Serbati, Antonio (1797-1855)
Ross, William David (1877-1971)
Rousseau, Jean-Jacques - (1712-1788)
Royce, Josiah (1855-1916)
Ruge, Arnold (1802-1880)
Runze, Georg (1852-1922)
Russel, Bertrand - (1872-1970)
Sabatier, Auguste (1839-1901)
Sahlin, Carl Yngve (1824-1917)
Saisset, Émile-Edmond (1814-1863)
Sanseverino, Gaetano (1811-1865)
Santayana, George (1863-1952)
Santo Agostinho - (354-430)
Santo Anselmo - (1033-1109)
Sanz del Río, Julián (1814-1869)
São Tomás de Aquino - (1225-1274)
Sartre, Jean-Paul - (1905-1980)
Saussure - (1857-1913)
Savigny, Friedrich (1779-1861)
Scheler, Max [Ferdinand] (1874-1928)
Schell, Hermann (1850-1906)
Schelling, Friedrich - (1775-1854)
Schiller - (1759-1805)
Schleiermacher - (1768 - 1834)
Schilik, Moritz - (1882-1936)
Schopenhauer, Arthur - (1788-1860)
Schröder, Ernst (1841-1902)
Schubert-Soldern, Richard von (1852-1935)
Schumpeter, Joseph - (1883 - 1950)
Schuppe [Ernst Julius], Wilhelm (1836-1913)
Schwarz, Hermann (1864-1951)
Schweitzer, Albert (1875-1965)
Searle, John - (1932- )
Secrétan, Charles (1815-1895)
Sêneca - (4 av J.C. - 65)
Serres, Michel (1930 - )
Sertillanges, A[ntoine]-D[almace] [Gilbert] (1863-1948)
Sheldon, W[ilmon] H[enry] (1875-1981)
Sidgwick, Alfred (1850-1943)
Sidgwick, Henry (1838-1900)
Sigwart, Christoph (1830-1904)
Simmel, Georg (1858-1918)
Simon, Jules (Jules François Simon Suisse) (1814-1896)
Singer, Jr., Edgar Arthur (1873-1955)
Smetana, Augustin (1814-1851)
Smith, Adam - (1723-1790)
Sócrates - (469-399 a.C.)
Solger, Karl Wilhelm Ferdinand (1780-1832)
Soloviev, Vladimir (1853-1900)
Sombart, Werner (1863-1941)
Sorel, Georges (1847-1922)
Spaventa, Bertrando (1817-1883)
Spinoza, Baruch - (1632-1677)
Spir, African (1837-1890)
Stálin, Josef (1879-1953)
Stallo, John Bernhard (1823-1900)
Stammler, Rudolf (1856-1938)
Steffens, Henrik (1773-1845)
Stein, Karl Heinrich von (1857-1887)
Stein, Lorenz Jacob von (1815-1890)
Steinthal, Heymann [Heinrich] (1823-1899)
Stephen, Leslie (1832-1904)
Stephen, Leslie (1832-1904)
Stern, William (1871-1938)
Stirling, James Hutchison (1820-1909)
Stirner, Max (1806-1856)
Stout, George Frederick (1860-1944)
Strauss, David Friedrich (1808-1874)
Strümpell, Ludwig (1812-1899)
Stumpf, Carl (1848-1936)
Tales de Mileto - (640-c-548 a.C)
Taine, Hyppolite A. (1828-1893)
Tanabe, Hajime (1885 - 1962)
Taparelli D'azeglio, Luigi (1792-1862)
Tarde, Gabriel (1843-1904)
Tarozzi, Giuseppe (1866-1958)
Tarski, Alfred - (1902-1983)
Taylor, A[Ifred] E[dward] (1869-1945)
Teilhard de Chardin, Pierre - (1881-1955)
Tertuliani - (c.155-c.222)
Tiberghien, Guillaume (1819-1901)
Titchener, E[duard] B[radford] (1867-1927)
Tocqueville, Alexis de (1805 - 1859)
Tolstoi, Conde Leo Nikolaévitch (1828-1910)
Tommasi, Salvatore (1813-1888)
Tonquédec, Joseph de (1868-1962)
Troeltsch, Ernst (1865-1923)
Trotsky, Leon - (1879-1940)
Turing, Alan - (1912-1954)
Turró, Ramón (1854-1926)
Twardowski, Kazimierz (1866-1938)
Twesten, August Dtlev (1789-1876)
Tyndall, John (1820-1893)
Tyrrell, George (1861-1909)
Tönnies, Ferdinand (1855-1936)
Ueberweg, Friedrich (1826-1871)
Uexküll, Jakob von (1864-1944)
Ulrici, Hermann (1806-1884)
Unamuno [y Jugo], Miguel de (1864-1936)
Urban, Wilbur Marshall (1873-1952)
Urráburu, José (1844-1904)
Usener, Hermann (1834-1905)
Vacherot, Étienne (1809-1897)
Vaihinger, Hans (1852-1933)
Vailati, Giovanni (1863-1909)
Varela [y Morales] Félix (1788-1853)
Varisco, Bernardino (1850-1933)
Varona, Enrique José (1849-1933)
Vaz Ferreira, Carlos (1871-1958)
Veblen, Thornstein (1857-1929)
Venn, John (1834-1923)
Vera, Augusto (1813-1855)
Verworn, Max (1863-1921)
Vico, Giambattista - (1668-1744)
Vischer, Friedrich Theodor (1807-1887)
Vogt, Karl (1817-1895)
Volkelt, Johannes (1848-1930)
Voltaire (François Arouet) - (1694-1778)
Wahle, Richard (1857-1935)
Waitz, Theodor (1821-1864)
Wallace, Alfred Russel (1823-1913)
Wallace, William (1844-1897)
Ward, James (1843-1925)
Weber, Max - (1864-1920)
Weil, Simone - (1909-1943)
Whewell, William (1794-1866)
Weisse, Christian Hermann (1801-1866)
Westermarck, Edward Alexander (1862-1939)
Whitehead, Alfred North - (1861-1947)
Wille, Bruno (1860-1928)
Willy, Rudolf (1855-1918)
Wilson, John Cook (1849-1915)
Windelband, Wilhelm (1848-1915)
Witasek, Stephan (1870-1915)
Wittgenstein, Ludwig - (1889-1951)
Wolstonecrafty, Mary - (1759-1797)
Woodbridge, Frederick James Eugene (1867-1940)
Wright, Chauncey (1830-1875)
Wronski, Josef Marya Hoené (1778-1853)
Wulf, Maurice de (1867-1947)
Wundt, Wilhelm (1832-1920)
Wundt, Wilhelm (1832-1920)
Xenofonte (430-355 a.C.)
Xenopol, Alexandru Dimitrie (1847-1920)
Zamboni, Giuseppe (1875-1950)
Zaratustra (628-551 a.C.)
Zeising, Adolf (1810-1876)
Zeller, Eduard (1814-1908)
Zenão de Cício (334-262 a.C.)
Zermelo, Ernst (1871-1953)
Ziegler, Theobald (1846-1918)
Ziehen, Theodor (1862-1950)
Zigliara, Tommaso Maria (1833-1893)
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Breve História da Ética
(Fonte: http://afilosofia.no.sapo.pt/etica.htm#1)
1 - Grécia Antiga
1.1 - Sofistas. Defendem o relativismo de todos os valores. Alguns sofistas, como Cálicles ou Trasimaco afirmam que o valor supremo de qualquer cidadão era atingir o prazer supremo. O máximo prazer pressupunha o domínio do poder político. Ora este só estava ao alcance dos mais fortes, corajosos e hábeis no uso da palavra. A maioria eram fracos ou inábeis, pelo que estavam condenados a serem dominados pelos mais fortes.
1.2 - Sócrates (470-399 a.C). Defende o carácter eterno de certos valores como o Bem, Virtude, Justiça, Saber. O valor supremo da vida é atingir a perfeição e tudo deve ser feito em função deste ideal, o qual só pode ser obtido através do saber. Na vida privada ou na vida pública, todos tinham a obrigação de se aperfeiçoarem fazendo o Bem, sendo justos. O homem sábio só pode fazer o bem, sendo as injustiças próprias dos ignorantes (Intelectualismo Moral).
1.3 - Platão (427-347 a.C.). Defende o valor supremo do Bem. O ideal que todos os homens livres deveriam tentar atingir. Para isto acontecesse deveriam ser reunidas, pelo menos duas condições: 1. Os homens deviam seguir apenas a razão desprezando os instintos ou as paixões; 2. A sociedade devia de ser reorganizada, sendo o poder confiado aos sábios, de modo a evitar que as almas fossem corrompidas pela maioria, composta por homens ignorantes e dominados pelos instintos ou paixões.
1.4 - Aristóteles (384-322 a.C.). Defende o valor supremo da felicidade.A finalidade de todo o homem é ser feliz. Para que isto aconteça é necessário que cada um siga a sua própria natureza, evite os excessos, seguindo sempre a via do "meio termo" (Justa Medida). Ninguém consegue todavia ser feliz sózinho. Aristóteles, à semelhança de Platão coloca a questão da necessidade de reorganizar a sociedade de modo a proporcionar que cada um do seus membros possa ser feliz na sua respectiva condição. Ética e política acabam sempre por estar unidas.
2 - Mundo Helenístico e Romano
Com o domínio da Grécia por Alexandre Magno, e os Impérios que lhe seguiram, altera-se os contextos em que o homem vive.
As cidades-Estados são substituídas por vastos Impérios constituídos por uma multiplicidade de povos e de culturas. Os cidadãos sentem que vivem numa sociedade na qual as questões políticas são sentidas como algo muito distantes das suas preocupações. As teorias éticas são nitidamente individualistas, limitando-se em geral a apresentar um conjunto de recomendações (máximas ) sobre a forma mais agradável de viver a vida.
A relação do homem com a cidade é substituída pela sua relação privilegiada com o cosmos. Viver em harmonia com ele é a suprema das sabedorias.
2.1 - Epicuristas (Epicuro, Lucrécio ). O objectivo da vida do sábio é atingir máximo de prazer, mas para que isso seja possível ele deve apartar-se do mundo. Atingir a imperturbabilidade do espírito e a tranquilidade do corpo.
2.2 - Cínicos (Antistenes, Diógenes ). O objectivo da vida do sábio é viver de acordo com a natureza. Afastando-se de tudo aquilo provoca ilusões e sofrimentos: convenções sociais, preconceitos, usos e costumes sociais, etc. Cada um deve viver deforma simples e despojada.
2.3 - Estóicos (Zenão de Cítio, Séneca e Marco Aurélio). O homem é um simples elemento do Cosmos, cujas leis determinam o nosso destino. O sábio vive em harmonia com a natureza, cultiva o autodomínio, evitando as paixões e os desejos, em suma, tudo aquilo que pode provocar sofrimento.
2.4 - Cépticos (Pirro, Sexto Empírio).Defendem que nada sabemos, pelo nada podemos afirmar com certeza. Face a este posição de príncípio a felicidade só pode ser obtida través do alheamento do que se passa á nossa volta, cultivando o equilíbrio interior.
3 - Idade Média
O longo período que se estende entre o século IV e o século XV, é marcado pelo predomínio absoluto da moral cristã. Deus é identificado com o Bem, Justiça e Verdade. É o modelo que todos os homens deviam procurar seguir. Neste contexto dificilmente se concebe a existência de teorias éticas autónomas da doutrina da Igreja Cristã, dado que todas elas de uma forma ou outra teriam que estar de concordo com os seus princípios.
3.1 - Santo Agostinho (354-430). Fundamentou a moral cristão, com elementos filosóficos da filosofia clássica. O objectivo da moral é ajudar os seres humanos a serem felizes, mas a felicidade suprema consiste num encontro amoroso do homem com Deus. Só através pela graça de Deus podemos ser verdadeiramente felizes.
3.4 - St. Tomás Aquino (1225-1274). No essencial concorda com Santo Agostinho, mas procura fundamentar a ética tendo em conta as questões colocadas na antiguidade clássica por Aristóteles.
4 - Idade Moderna
Entre os séculos XVI e XVIII, a sociedade Europeia é varrida por profundas mudanças que alteram completamente as concepções anteriores.
Renascimento. Em Itália a partir do século XIV desenvolve-se um movimento filosófico e artístico que retoma explicitamente ideias da Antiguidade Clássica. O homem ocupa nestas ideias o lugar central (antropocentrismo). Este movimento acaba por ser difundir por toda a Europa a partir do século XVI.
Descobertas Geográficas. A aventura iniciada em 1415 pelos portugueses, teve um profundo impacto na sociedade europeia. Em consequência destas descobertas as concepções sobre a Terra e o Universo tiveram que ser alteradas. Copérnico foi o primeiro a retirar todas as ilações do que estava a acontecer. O universo deixa de ser concebido com um mundo fechado para ser encarado como espaço infinito. A terra, o Sol, mas também o Homem perderam neste processo a sua importância e significado. As descobertas revelaram igualmente a existência de outros povos, culturas, religiões até aí desconhecidas. A realidade tornou-se muitíssimo mais complexa e plural.
Divisões na Igreja. O século XVI é marcado por diversos movimentos de ruptura no cristianismo, que provocam o aparecimento de novas igrejas, cada uma reclamando para si a interpretação mais correcta da palavra divina. Não admira que este período seja marcado numerosos e sangrentos conflitos religiosos. O resultado global foi o aumento da descrença, o desenvolvimento do ateísmo.
Ciência Moderna. O grande critério do conhecimento deixas de ser a tradição, a autoridade e passa a ser a experiência.Facto que coloca radicalmente em causa crenças milenares.
É em resultado destes e muitos outros factores, que assistimos ao longo de toda a Idade Moderna ao desenvolvimento do Individualismo e a afirmação da razão humana. O grande sinal desta mudança foi a multiplicação das teorias éticas, muitas das quais em contradição com os fundamentos do próprio cristianismo.
4.1 - Descartes (1596-1650). Este filósofo simboliza toda a fé que a Idade Moderna depositiva na razão humana. Só ela nos permitiria construir um conhecimento absoluto. Em termos morais mostrou-se todavia muito cauteloso. Neste caso reconheceu que seria impossível estabelecer princípios seguros para a acção humana. Limitou-se a recomendar uma moral provisória de tendência estóica: O seu único princípio ético consistia em seguir as normas e os costumes morais que visse a maioria seguir, evitando deste modo rupturas ou conflitos.
4.2 - John Locke (1632-1704). Este filósofo parte do princípio que todos os homens nascem com os mesmos direitos (Direito á Liberdade, à Propriedade, à Vida). A sociedade foi constituída, através de um contrato social, que visava garantir e reforçar estes mesmos direitos. Neste sentido, as relações entre os homens devem ser pautadas pelo seu escrupuloso respeito.
4.3 - David Hume (1711-1778). Defende que as nossas acções são em geral motivadas pelas paixões. Os dois princípios éticos fundamentais são a utilidade e a simpatia.
Ilustração. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), concebe o homem como um ser bom por natureza (mito do "bom selvagem) e atribui a causa de todos os males à sociedade e à moral que o corromperam. O Homem sábio é aquele que segue a natureza e despreza as convenções sociais. A natureza é entendida como algo harmonioso e racional.
5 - Idade Contemporânea
Se quisermos estabelecer um começo para a Idade Contemporânea, temos recuar até aos finais do século XVIII. O que então se iniciou na Europa veio a contribuir de forma decisiva para formar o mundo em que vivemos.
Revoluções. A Revolução Francesa (1789) marcou uma ruptura deliberada e radical com o passado. Depois dela muitas outras ocorreram até aos nossos dias com idênticos propósitos. Quase sempre foram iniciadas em nome da libertação do povo da opressão (ditaduras, regimes colonialistas, etc). Prometeram criar novas sociedades e homens, mas o que produziram foi frequentemente novas matanças.
Guerras Mundiais. A partilha do mundo, a conquista de recursos naturais, o saques de riquezas acumulados foram sempre uma constante ao longo da história da Humanidade. A grande novidade na Idade Contemporânea assentou numa aspectos essencial: a crescente eficiência da barbárie praticada por poderosas máquinas de guerra passaram a operar numa escala cada vez mais global. A França napoleónica, no inicio do século XIX, mostrou o caminho que outros países ou alianças de países haviam de prosseguir na guerra e no saque de povos. A dimensão desta barbárie colocou os causa os fundamentos da racionalidade e moralidade do mundo ocidental.
Progresso científico e tecnológico. A ciência substituiu o lugar que antes era ocupado pela religião na condução dos homens. Os cientistas foram apontados como os novos sacerdotes. O balanço desta substituição continua a ser objecto de enormes polémicas, mas três coisas são hoje evidentes:
a) A ciência e a tecnologia mudaram o mundo possibilitando uma melhoria muito significativa da vida de uma parte significativa da humanidade. Apesar do imenso bem estar por proporcionado, a verdade é que as desigualdades a nível mundial não diminuíram antes se acentuaram. Uns não sabem o que fazer a tanto desperdício, outros lutam diariamente por obter restos que lhes permitam sobreviver.
b) Não parecem existir limites para o desenvolvimento da ciência e da técnica.Aquilo que era antes impensável tornou-se hoje banal: manipulações genéticas, clonagem de seres, inseminação artificial, morte assistida, etc. Valores tidos por sagrados são agora quotidianamente aniquilados por experiências científicas.
c) O progresso humano fez-se mais lentamente que o progresso científico e tecnológico, ou dito de outro modo, o progresso moral não acompanhou o científico. Ao longo de todo o século XX inúmeras foram as figuras do mundo da ciência e da técnica envolvidas em intermináveis de actos de pura bárbarie, em nada se distinguindo dos antigos "selvagens".
O século XIX e XX foi por tudo isto marcado pelo aparecimento de um enorme número de teorias éticas, mas também pela própria crítica dos fundamentos da moral. Esta pluralidade revela igualmente a enorme dificuldade que os homens têm sentido em estabelecer consensos sobre as normas em que devem de assentar as suas relações.
5.1 - Kant (1724-1804). Partindo de uma concepção universalista do homem, afirma que este só age moralmente quando, pela sua livre vontade, determina as suas acções com a intenção de respeitar os princípios que reconheceu como bons. O que o motiva, neste caso, é o puro dever de cumprir aquilo que racionalmente estabeleceu sem considerar as suas consequências. A moral assume assim, um conteúdo puramente formal, isto é, não nos diz o que devemos fazer (conteúdo da acção), mas apenas o princípio (forma) que devemos seguir para que a acção seja considerada boa.
Imperativos da moral kanteana:
"Age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre e simultaneamente como um fim em si mesmo e nunca simplesmente como um meio".
"Age apenas seguindo as máximas que possas ao mesmo tempo querer como leis universais".
5.2 - Utilitarismo. Jeremy Bentham(1748-1832) e Stuart Mill (1806-1873) desenvolverão uma ética baseada no princípio da utilidade. As acções morais são avaliadas em função das consequências morais que originam para quem as pratica, mas também para quem recai os resultados. Princípio que deve nortear a acção moral: "A máxima felicidade possível para o maior número possível de pessoas". O Bom é aquilo que for útil para o maior número de pessoas, melhorando o bem-estar de todos, e o Mal o seu contrário. Esta concepção deu origem no século XX às éticas pragmatistas.
5.3 - Sartre. A moral é uma criação do próprio homem que se faz a si próprio através das suas escolhas em cada situação. O relativismo é total. Mas este facto não o desculpa de nada. A sua responsabilidade é total dado que ele é livre de agir como bem entender. A escolha é sempre sua. 5.4 - Habermas (1929). Após a 2ª.Guerra Mundial, Habermas surge a defender uma ética baseada no diálogo entre indivíduos em situação de equidade e igualdade. A validade das normas morais depende de acordos livremente discutidos e aceites entre todos os implicados na acção.
5.5 - Hans Jonas (1903-1993). Perante a barbárie quotidiana e a ameaça da destruição do planeta, Hans Jonas, defende uma moral baseada na responsabilidade que todos temos em preservar e transmitir às gerações futuras uma terra onde a vida possa ser vivida com autenticidade. Daí o seu princípio fundamental: "Age de tal modo que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a permanência da vida humana autêntica na terra".
Crítica.Ao longo de todo o século XIX e XX sucederam-se as teorias que denunciaram o carácter repressivo da moral, estando muitas vezes ao serviço das classes dominantes (Karl Marx, 1818-1883) ou dos fracos (Nietzsche,1844-1900).Outros demonstram a falta de sentido dos conceitos éticos, como "Dever", "Bom" e outros (Alfred J.Ayer), postulando o seu abandono por se revelarem pouco científicos. Sigmund Freud (1856-1939) demonstrou o carácter inconsciente de muitas das motivações morais. Um das correntes que maior expressão teve no século XX, foi a que procurou demonstrar que as raízes biológicas da moral, comparando o comportamento dos homens e de outros animais. Aquilo que denominamos por "ética" é apresentado como uma forma camuflada ou racionalizada de instintos básicos da nossa natureza animal idênticos a outros animais. Novas Problemáticas . As profundas transformações sociais, culturais e científicas das nossas sociedades colocaram novos problemas éticos, nomeadamente em domínios como a tecnociência (clonagem, manipulação genética, eutanásia,etc), ecologia, comunicação de massas, etc.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Gripe A
1 - Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2 - Porque o álcool é útil?
Torna o vírus inativo e o mata.
3 - Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4 - É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5 - Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6 - Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7 - Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8 - De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9 - O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10 - Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11 - A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12 - O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13 - Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14 - Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15 - Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17 - O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18 - Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19 - É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20 - Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21 - Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22 - Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23 - O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24 - Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25 - Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26 - Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27 - O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28 - Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29 - Serve para algo tomar antivirais antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30 - As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31 - Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32 - O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33 - O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34 - O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35 - Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36 - Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37 - O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38 - Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39 - As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40 - Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41 - Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42 - Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43 - Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

