domingo, 2 de fevereiro de 2014

Conteúdo de Filosofia na UEM

FILOSOFIA
As questões de Filosofia têm por objetivo aferir o conhecimento do candidato quanto aos aspectos teóricos e metodológicos, no que se referem à história, às escolas, aos autores, sistemas filosóficos e conceitos fundamentais, bem como o conhecimento de domínios específicos, dentre os quais, a Lógica, a Ética, a Estética, a Filosofia Política, a Filosofia da Ciência. Para esse fim, estrutura os conteúdos segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná.

1. Mito e Filosofia
1.1 Utilidade da filosofia.
1.2 Do mito ao saber filosófico.
1.3 Sócrates e os sofistas.
1.4 A filosofia helenista.
1.5 Platão: mundo sensível / mundo inteligível.
1.6 Aristóteles: metafísica e causalidade.

2. Teoria do conhecimento
2.1 Senso comum, bom senso.
2.2 O ceticismo.
2.3 O racionalismo.
2.4 O empirismo.
2.5 O criticismo.

3. Lógica e pensamento

4. Ética
4.1 Ética e moral.
4.1.1 Liberdade e determinismo.
4.1.2 Ação e verdade.
4.2 A Ética no período clássico.
4.3 A Ética no período medieval.
4.4 A moralidade em Kant: o imperativo categórico.
4.5 O utilitarismo.
4.6 A Ética contemporânea.
4.6.1 A bioética.
4.6.1.1 O meio ambiente
4.6.2 Direitos humanos.
4.6.3 Responsabilidade social.  
4.7 Existencialismo. 

5. Filosofia política
5.1 A pólis e a formação do cidadão.
5.2 Política medieval.
5.3 Contratualismo clássico.
5.4 Republicanismo.
5.5 Direitos público e privado.
5.6 Estado e sociedade civil.
5.6.1 Socialismo / liberalismo.
5.7 A escola de Frankfurt.

6. Filosofia da Ciência
6.1 A Ciência na História
6.2 Ciência e poder.
6.3 Os mitos da ciência.
6.4 O positivismo.

7. Linguagem e cultura

8. Fenomenologia

9. Estética
9.1 Conceitos fundamentais da Estética.
9.1.1 Imitação e expressão.
9.1.2 Juízo de gosto e teorias do gênio.
9.1.3 O belo e o sublime.

9.1.4 A indústria cultural.

Conteúdo do ENEM para Humanas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO ENEM
Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias

Competência de área 1 - Compreender os elementos culturais que constituem as identidades
H1 - Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.
H2 - Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.
H3 - Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.
H4 - Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
H5 - Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.

Competência de área 2 - Compreender as transformações dos espaços geográficos como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder.
H6 - Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.
H7 - Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações.
H8 - Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.
H9 - Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial.
H10 - Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.

Competência de área 3 - Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.
H11 - Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.
H12 - Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades. H13 - Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou
rupturas em processos de disputa pelo poder.
H14 - Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca das instituições sociais, políticas e econômicas.
H15 - Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.

Competência de área 4 - Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.
H16 - Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.
H17 - Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territorialização da produção.
H18 - Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.
H19 - Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.
H20 - Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.

Competência de área 5 - Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação consciente do indivíduo na sociedade.
H21 - Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
H22 - Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere às mudanças nas legislações ou nas políticas públicas.
H23 - Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.
H24 - Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.
H25 – Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.
 Competência de área 6 - Compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas interações no espaço em diferentes contextos históricos e geográficos.
H26 - Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.
H27 - Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos.
H28 - Relacionar o uso das tecnologias com os impactos sócio-ambientais em diferentes contextos histórico-geográficos.
H29 - Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas.

H30 - Avaliar as relações entre preservação e degradação da vida no planeta nas diferentes escalas. 

sábado, 4 de maio de 2013

FILOSOFIA RENASCENTISTA


FILÓSOFOS RENASCENTISTAS: NICOLAU MAQUIAVEL (1469 – 1527); GALILEU GALILEI (1564 – 1642).
MAQUIAVEL – VIDA
Ø      Nasceu (1469) e morreu (1527) em Florença.
Ø      Filho de um advogado empobrecido que pertencera à nobreza.
Ø      Foi diplomata da república florentina após a queda dos Médici (ao retornar acusaram-no de conspiração. Foi preso, torturado e exilado).
Ø       Foi assessor de papas e cardeais.
Ø      Percebeu com astúcia como se dava, na prática, a trama política e apresentou ao público aquilo que havia percebido.
Ø      Em virtude de suas obras, sobretudo a mais conhecida, O príncipe (1513), tornou-se amado por alguns, odiado por outros, mas poucos lhe foram indiferentes.
OBRAS
Ø      O Príncipe (1513).
Ø      Discurso sobre a segunda década de Tito Lívio (1513).
Ø      A arte da guerra (1521).
Ø      Histórias florentinas (1525).
PENSAMENTO: importância
Ø      Depois dele, a política nunca mais foi exercida como era antes.
Ø      Ele concedeu autonomia à esfera política.
Ø      Política passou a ser a arte de alcançar e se manter no poder.
Ø      O príncipe buscou mostrar como a política acontecia de verdade (real, não ideal).
PENSAMENTO: Os fins justificam os meios
Ø      As virtudes políticas, não são as mesmas do cristianismo.
Ø      A política não surge da vontade de Deus, da razão ou da natureza (causa externa), mas tem causa interna.
Ø      Tem um mecanismo próprio: conquistar e manter-se no poder.
Ø      Moralidade e política são distintos.
PENSAMENTO: Respeitado e temido sempre; talvez amado; nunca odiado
Ø      Os homens esquecem mais rápido a morte do pai que a perda do patrimônio.
Ø      Novos benefícios não apagam antigas ofensas.
Ø      O príncipe virtuoso deve evitar ser odiado, mas se tiver de escolher entre ser temido ou amado que seja temido.
Ø      “É mais seguro ser temido do que amado. (...) Os homens relutam menos em ofender aos que se fazem amar do que aos que se fazem temer”.
PENSAMENTO: virtú e fortuna
Ø      “Fortuna” lat. acaso, sorte; Aqui “ocasião propícia”, “momento oportuno”.
Ø      É a chave para o êxito da ação política: ocasião aproveitada pela virtú.
Ø      O príncipe deve estar sempre atento aos sinais da fortuna, mantendo-se à frente dos acontecimentos, procurando dirigir seu rumo.
Ø      Virtú: capacidade de perceber, ou criar, a ocasião propícia (fortuna) para agir de modo a alcançar os fins políticos almejados, o poder.
Ø      Virtú “é a velha virtus latina, que aqui significa ‘energia’, ‘vigor’, ‘decisão’.
Ø      Apenas a virtú pode capturar a fortuna, essência da transformação das coisas”.
Ø      A virtú do príncipe ( xtãs) deve permitir enfrentar e contornar (ou eliminar) adversidades.
PENSAMENTO: O leão e a raposa
Ø      Há dois modos de combater: um pelas leis, outro pela força. O primeiro é próprio dos homens. O segundo, dos animais.
Ø      O primeiro método pode ser insuficiente, deve-se aprender a usar o segundo.
Ø      Um príncipe sendo obrigado a saber lutar como um animal, deve imitar a raposa e o leão.
Ø      O leão não sabe proteger-se das armadilhas (como bem sabe a raposa).
Ø      A raposa não consegue defender-se dos lobos (como o sabe e consegue o leão).
Ø       O príncipe deve ser uma raposa para reconhecer as armadilhas e um leão para assustar os lobos“.
GALILEI – VIDA
Ø      Nasceu em Pisa e morreu em Florença.
Ø      Aos 17 anos, começou a estudar Medicina, mas o seu gosto era pela observação e rigor do raciocínio.
Ø      Mesmo contrariando seus familiares, passou a estudar Matemática, concomitante com Medicina, e aos poucos abandonou a ciência de Hipócrates.
Ø      Aos 25 anos, tornou-se professor de Matemática na Universidade de Pisa, mudando dois anos depois, para a Universidade de Pádua.
Ø      Em 1609, ficou sabendo que na Holanda havia sido construído um telescópio, buscou informações, aperfeiçoou esse instrumento e começou a fazer observações astronômicas.
Ø      Um ano depois, escreveu um livro O mensageiro celeste, em que descreve as montanhas da lua, quatro satélites de Júpiter, as fase de Vênus, as formas de Saturno e as manchas solares.
Ø      Ao perceber que as manchas solares mudavam de posição, concluiu que isso só era possível porque a Terra estava girando em torno do Sol.
Ø      Em uma carta de 1610, Galileu Galilei afirmou que gostaria que lhe acrescentassem ao título de matemático também o de filósofo.
Ø      É preciso lembrar que filósofo era aquele que estudava a natureza, os corpos e seus fenômenos.
Ø      Diz ele ter “estudado mais anos de Filosofia do que meses de Matemática pura.
Ø      Galileu tornou-se o criador da Física moderna quando enunciou as leis fundamentais do movimento.
Ø      Foi um dos maiores astrônomos de todos os tempos, pelas observações pioneiras que fez com o telescópio.
Ø      Galileu é mais importante pelas contribuições que fez ao método científico do que propriamente pelas revelações físicas e astronômicas encontradas em suas obras.
Ø      O método desenvolvido por Galileu foi uma revolução na ciência e consistia de três princípios:
I - observação dos fenômenos sem influências religiosas ou extracientíficas;
II - experimentação: nenhuma afirmação, que se pretenda científica, deve prescindir da verificação de sua legitimidade;
III - que se descubra a regularidade matemática do evento estudado. 
Ø      Com Galileu, o mundo se transforma em números e a natureza deixa de ter causa final.
Ø      A noção geral de movimento muda de significado. Galileu o relativiza, definindo-o como deslocamento de uma coisa em relação a outra.
Ø      Mas ele não fez essas mudanças sem sofrimento, pois em 1610 foi aconselhado a manter silêncio sobre suas ideias e em 1616 suas obras foram incluídas no Índex de Livros Proibidos.
A teologia vai deixando de ser a “ciência das ciências” e as diversas esferas do saber (disciplinas) vão se emancipando, ganhando autonomia, vida própria com objetos e métodos próprios. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

MITO, RAZÃO E OS PRÉ-SOCRÁTICOS


MITO, RAZÃO E OS PRÉ-SOCRÁTICOS
História, problemáticas, escolas e filósofos
A PASSAGEM DO MITO À RAZÃO
1 – Mytheo (narrar, contar); Logos (razão, expressão, estudo, narrativa).
2 – O mito se assenta na autoridade do narrador.
3 – O mito é fantasioso; o logos é constatável.
4 – O logos “suplanta” (não extingue) o mito.
5 – A evolução segue da teogonia, passa pela cosmogonia e chega à cosmologia. 
CONDIÇÕES PARA A PASSAGEM DO MITO À RAZÃO
1 – As viagens marítimas: contato com outras culturas e compreensões de mundo.
2 – A invenção do calendário: permitiu perceber que a natureza tinha um ciclo e não vinculava-se totalmente ao capricho dos deuses.
3 – A invenção da moeda e da escrita: favoreceu o amadurecimento do pensamento abstrato.
4 – O surgimento da polis: obrigou os cidadãos criarem normas para a convivência.
5 – A invenção da política: aprimorou a dialética argumentativa e criaram-se leis.
CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA NASCENTE (PRÉ-SOCRÁTICA)
1 - Enfraquecimento gradual dos elementos míticos;
2 - A composição do cosmos sendo unicamente de elementos naturais;
3 - Que há uma ordem no mundo, regida pelo logos (razão);
4 - A matéria (natureza, physis) é eterna, não houve o momento da criação;
5 - O tempo é circular e cíclico;
6 - Tudo se relaciona ao arquê (primeiro princípio);
7 - O homem é um microcosmo também regido pelo logos.
TALES DE MILETO (em grego Θαλής ο Μιλήσιος)
Foi o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Ele é o marco inicial da filosofia ocidental. De ascendência fenícia, nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia, por volta de 625 a.C. e faleceu aproximadamente em 558 a.C. Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.
● É o primeiro que procura uma causa material para a criação do universo, prioriza a explicação racional em detrimento da mítica.
● Para Tales o princípio de tudo, o arquê (ou arché - arch), era a água. Seria a água a origem de todas as coisas (70% da superfície da terra é água, 70% do nosso corpo é água, 83% do nosso sangue é água). Originalmente tudo estaria coberto de água a qual evaporaria e faria com que as coisas aparecessem. Se a ideia é absurda, vale lembrar que hoje afirmamos que a vida começou na água.
● Curiosidade: a previsão de um eclipse (28.05.585 a.C.), de uma boa colheita através da qual ele enriqueceu (Política, Aristóteles) e o detalhe de sua morte (Teeteto, Platão).
● É considerado um dos sete sábios da antiguidade (juntamente com Periandro, Pítaco, Bias, Cleóbulo, Sólon e Quílon), por sua luta em criar uma confederação na Ásia Menor, visando fortalecer o mundo helênico contra os orientais, segundo Heródoto.
ANAXIMANDRO DE MILETO (610 – 547 a.C.)
Foi discípulo de Tales. Geógrafo, matemático, astrônomo e político. Anaximandro acreditava que o princípio de tudo é uma coisa chamada ápeiron, que é algo infinito, tanto no sentido quantitativo (externa e espacialmente), quanto no sentido qualitativo (internamente). Esse a-peiron é algo insurgido (não surgiu nunca, embora exista) e imortal.
● É o primeiro a escrever um livro sobre a natureza, a traçar um mapa geográfico, a afirmar que a terra era esférica e o primeiro a usar o termo princípio (arché, arkhê). Aperfeiçoou o relógio de sol babilônico e o introduziu na Grécia.
● O universo é decorrência de modificações ocorridas no ápeiron (uma substância infinita, ilimitada), o qual teria movimento eterno e ocasionaria a separação dos opostos. Para Nietzsche é o infinito, para Aristóteles é o divino, o imortal e imperecível. Outros pensadores vêem como o caos primitivo, uma massa indeterminada da qual proviriam todas as coisas. Para Werner Jaeger, Anaximandro fala do crescimento das coisas umas à custa das outras.
ANAXÍMENES DE MILETO (585 – 528 a.C)
Concordava com Anaximandro quanto ao a-peiron, e com as características desse princípio apontadas por Anaximandro. Mas postulou que esse a-peiron fosse determinado pelo ar.
● Concorda com Anaximandro quanto à indefinição da substância fundamental, mas afirma que ela é determinada pelo ar (pneuma ápeiron). Todos os seres vivos do mundo necessitam do ar para viver. O universo seria resultado das transformações de um ar infinito, possivelmente deduziu isto a partir da fábrica de feltro em grande expansão na época naquela região. Tudo se produz através de rarefação e condensação.
● É o primeiro a afirmar que a lua recebe sua luz do sol.
PITÁGORAS DE SAMOS (do grego Πυθαγόρας)
Foi um filósofo, matemático e religioso que nasceu em Samos no ano de 580 a.C. e morreu em  497 a.C. em Metaponto. Pitágoras foi o fundador de uma escola de pensamento grega chamada em sua homenagem de pitagórica.
● Pitágoras foi matemático, filósofo, religioso, músico e político, nada escreveu. Para ele todas as coisas são números. O número nasce da divisão da unidade. A extensão do universo (pneuma ápeiron) seria descontínua, separada por intervalos, os números não são somente símbolos, são reais, são a “alma das coisas”, unidades corpóreas contíguas. As coisas manifestam externamente a estrutura numérica que lhes é inerente. O número não é apenas unidade quantitativa, mas tem também uma forma, uma figura, por isto os números são os princípios que se encontra em toda a natureza.
● Pela música se alcança a harmonia da alma e se une os elementos discordantes.
● O número exprime o tempo e o espaço.
XENÓFANES DE CÓLOFON (570-475 a.C.).
Tradicionalmente não figura entre os filósofos jónicos e nem entre os eleatas, os filósofos das colônias da Magna Grécia. O elemento primordial para ele é a terra, pois tudo o que existe começa na terra e tudo volta para a terra, tanto animais quanto plantas. “... tudo sai da terra e tudo volta à terra...”
●  Combatia ao antropomorfismo, dizendo que se os animais tivessem o dom da pintura eles iriam pintar seus deuses com formas animais. Ele queria com isso mostrar que o verdadeiro deus é único, absoluto e tem pouca semelhança com os homens, com seus pensamentos ou com as diversas representações feitas dele.
●  Xenófanes viajou por diversos lugares das colônias gregas itálicas e recitava seus poemas como um filósofo andarilho. Além de criticar o antropomorfismo, ele defendia a sabedoria e os prazeres vividos socialmente, mas sem excessos.
●  Destaca como moralmente superiores os valores da inteligência e da sabedoria sobre os valores da força física, que era muito valorizada pelos gregos da época e tinha no atleta o seu representante.
● Seus escritos são clara oposição às ideias naturalistas ou cosmológicas dos filósofos de Mileto, pelo que teria influenciado o pensamento de Parmênides.
HERÁCLITO DE ÉFESO (540 – 470 a.C. em Éfeso, na Jônia)
Filósofo pré-socrático, recebeu o cognome de "pai da dialética". Problematiza a questão do devir (mudança). “Não cruzarás o mesmo rio duas vezes, porque outras são as águas que correm nele.”
● Tinha descendência real, orgulhoso desprezava a plebe e ficou conhecido como o obscuro. Existe nas coisas uma lei universal (logos = razão) e fixa que rege todos os acontecimentos e fundamenta a harmonia universal, harmonia dos contrários, feita de tensões, pois a natureza ama e sintetiza os contrários (harmonia). Apresenta-se como mensageiro do logos.
● Impressionou-se pelo devir: tudo se transforma “em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo” (frag. 91) e o fogo é o exemplo mais apropriado do devir, pelo fogo se pode explicar os diversos fenômenos do universo. Tudo proveio do fogo e tudo retornará ao fogo (big bang?).
● Para Hegel e Nietzsche, ele proclama que não há o ser, somente o devir, mas há quem diga que não se trata de um devir do ser, mas de um devir no ser.
● O homem pode tornar-se feliz, bom e sábio se procurar unir-se ao logos, percorrendo a via ascendente (verdade) e não a via descendente (prazer). Se seguir a via descendente ao morrer cessa de existir, se seguir pela via ascendente se unirá ao fogo eterno. Por isto o homem é responsável pelo próprio destino.
PARMÊNIDES DE ELÉIA (530 – 460 a.C.)
Nasceu em Eléia, hoje Vélia, Itália. Foi o fundador da escola eleática. Afirmou: “O Ser é e o Não-Ser não é”.
● Desloca a reflexão do âmbito cosmológico para o ontológico, não se trata de saber da origem do ser, mas de saber como podemos conhecer o ser (uno, completo e eterno). O ser é indissociável do pensar.
● Diz-se que foi discípulo do pitagórico Amínias. Põe-se contra o dualismo pitagórico e contra o mobilismo heraclitiano. Foi o primeiro filósofo que procurou esclarecer a noção de ser. O ser é a única realidade, somente o ser existe, é. Ou uma coisa é ou não é. Se é, não pode vir-a-ser, porque já é. Se não é, não pode vir-a-ser, porque do nada não se tira nada.
● Ser e pensar são a mesma coisa, pois sem o ser no qual o pensar se expressa, não há pensamento. O não-ser não é pensável. O ser é imperecível e imóvel.
ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA (500 - 428 a.C.)
Fundou a primeira escola filosófica de Atenas, contribuindo para a expansão do pensamento filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de impiedade e partiu para Lâmpsaco, uma colônia de Mileto, também na Jônia, e lá fundou uma nova escola. Afirmava que o universo se constitui pela ação do Nous (νοῦς), conceito que geralmente é traduzido por espírito, mente ou inteligência.
● Para Anaxágoras os corpos compõem-se de homeomerias (sementes, parte qualitativamente semelhante): tudo está em tudo. Esta teoria é próxima de teoria molecular. No universo nada se cria e nada se destrói porque o número de homeomerias permanece o mesmo.
● A grande descoberta de Anaxágoras é a chamada Mente Suprema (nous). Era uma realidade de ordem superior, independente dos corpos e infinita, ela é a causa da ordem e da disposição do universo.
● Para ele a substância é divisível até ao infinito e não compartilha nem com a imobilidade dos eleatas e nem com o devir absoluto de Heráclito.
● Foi Anaxágoras quem levou a filosofia à Atenas e exerceu grande influência no pensamento de Sócrates.
EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO (490 — 435 a.C.)
Foi um filósofo, médico, legislador, professor, místico além de profeta, foi defensor da democracia e sustentava a idéia de que o mundo seria constituído por quatro princípios: água, ar, fogo e terra.
● Filósofo, médico, mago e político. Apresenta-se como um exilado dos deuses e mensageiro destes. Entre as anedotas que se conta ao seu respeito está a de ter ressuscitado uma mulher que não respirava havia trinta dias. Uma lenda diz que morreu ao se atirar na cratera do vulcão Etna.
● Aos três elementos precedentes (Tales, água; Anaxímenes, ar e Heráclito, fogo) acrescentou o elemento terra: dela nascem e a ela retornam os seres vivos. Os quatro elementos são imutáveis, homogêneos e não se modificam nunca nas combinações. Partículas de um elemento podem penetrar em outro elemento. O amor une os elementos e o ódio os divide, na luta entre estas duas forças encontra-se o devir.
● Demonstra ter influência órfico-pitagórica, para ele o homem é um ser errante nesta terra onde expia as faltas da vida anterior. Atribuía grande importância à metempsicose e via o conhecimento como reminiscência.
DEMÓCRITO DE ABDERA (460 - 370 a.C.)
É tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático. A fama de Demócrito decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria atômica ou do atomismo.
● Demócrito ficou conhecido na antiguidade como a mente mais universal dos pré-socráticos e por seu sorriso contínuo. Ele sustenta a imutabilidade do ser e também a realidade do vir-a-ser, isto porque a realidade é constituída de átomos (a-tomo = não divisível: infinito número de corpos, invisíveis pela pequenez e pelo volume, incriados, indestrutíveis e imutáveis; semelhante às homeomerias de Anaxágoras, porém sem diferenças qualitativas). Do entrechoque dos átomos nasce o devir. Átomos, vazio e movimento constituem a explicação de tudo. Até os deuses, a terra e alma são constituídos de átomos.
● Sustenta a impossibilidade do não-ser, diz que o nascer é o agregar-se e o morrer o desagregar-se de coisas já existentes. Um átomo diferencia-se do outro pela forma, pela ordem e pela posição, os quais podem variar ao infinito. Os átomos não são perceptíveis pelos sentidos, somente pela inteligência.
● Realizou numerosas viagens e adquiriu uma vasta cultura, em diversos campos, talvez a maior cultura alcançada por um filósofo até aquele momento.

domingo, 28 de outubro de 2012

Escola de Frankfurt


ESCOLA DE FRANKFURTTEORIA CRÍTICA
                     Histórico
1923 –  abertura do Instituto de Pesquisa Social, por Félix Weil, filiado à Universidade de Frankfurt.
1930 -   Max Horkheimer assume a direção do Instituto.
1933 – o Instituto (Escola de Frankfurt) é fechado pelo Estado nazi, que considera suas atividades hostis ao Estado.
Os principais membros da Escola emigram para Paris e, posteriormente,  para Nova Iorque.
1940 -  Nos Estados Unidos, é criado o Institute of Social Research.
1950 -  O Instituto de Pesquisa Social é reaberto na Alemanha.
                     Principais teóricos

Theodor Adorno
Max Horkheimer
Herbert Marcuse
Walter Benjamin
Jürgen Habermas  


TEORIA CRÍTICA: PROPOSTAS GERAIS
                     Os frankfurtianos elaboram uma teoria crítica das sociedades contemporâneas, especificamente dos desdobramentos do capitalismo aliado à técnica e aos seus impactos sobre a vida dos indivíduos.
                     Analisam o sistema da economia de mercado, abordando questões como: desemprego, crises econômicas, terrorismo, anti-semitismo, condição global das massas, mercantilização da cultura.  
                     Propõem temáticas novas através da análise de fenômenos superestruturais e do comportamento coletivo nas sociedades capitalistas industrializadas.
                     Em nome da racionalização, os processos sociais são dominados pela ótica da ciência aliada à técnica, traduzida como racionalidade da dominação da natureza para fins lucrativos.      
                     Denunciam a separação e oposição do indivíduo em relação à sociedade.
                     Criticam a dominação dos indivíduos nos Estados  capitalista e fascista.
                     Apontam o positivismo como estratégia de manutenção e reprodução do status quo.
                     Defendem a atividade reflexiva como solução da reorganização  racional da sociedade, embora não apresentem soluções práticas para os impasses engendrados pelo capitalismo aliado à industrialização.
                     As teses postuladas pelos frankfurtianos enfatizam o papel central que a ideologia desempenha em formas de comunicação nas sociedades urbanas modernas. E apontam a mídia como agente da barbárie cultural, veículos propagadores da ideologia das classes dominantes, imposta às classes subalternas pela persuasão ou manipulação.
                     Entendem as pesquisas setoriais e a mídia como instrumentos de manutenção do sistema, através da reprodução de modelos e valores sociais.  

Indústria Cultural
                     Expressão utilizada por Adorno e Horkheimer na Dialética do Iluminismo (1947) no capítulo, “A Indústria Cultural: O Iluminismo como Mistificação das Massas”, em substituição do termo “cultura de massas”, para designar a produção e difusão de bens simbólicos em escala industrial.
                     Para Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural, como subsistema da sociedade capitalista, reproduz a sua ideologia e estrutura.
                     A Indústria Cultural configura produtos veiculados pelos mass media. Portanto, não designa peças culturais provindas da elite nem da população menos favorecida.
                     As reflexões de Adorno e Horkheimer se assentam na constatação de que a sociedade industrial não realizou as promessas do iluminismo humanista. Pois o desenvolvimento da técnica e da ciência não trouxe um acréscimo de felicidade e liberdade para o Homem.
                     Ao invés de libertar o Homem, o progresso da técnica acabou por escravizá-lo, alienando-o.
                     A reprodutibilidade técnica retirou, tanto da cultura popular, como da cultura erudita, o seu valor real. O resultado, a indústria cultural, não conduz à experiência libertadora da fruição estética.
                     O princípio da reprodução deformaria a obra, nivelando-a por baixo. Por exemplo: adaptações de livros a filmes, que são adocicadas para se tornar mais apetecíveis ao consumo.
                     Para os frankfurtianos, os produtos da Indústria Cultural teriam 3 funções:
(1)                Ser comercializados;
(2)                Promover a deturpação e a degradação do gosto popular;
(3)                Obter uma atitude passiva dos consumidores.

Críticas à Indústria Cultural
                     “Aquilo que a indústria cultural oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas sempre diferentes, de algo que é sempre igual” (Adorno, 1967, 8).
                     O sistema condiciona o tipo, a qualidade e a função do consumo na sociedade.
                     A indústria cultural provoca a homogeneização dos padrões de gosto.
                     O indivíduo deixa de decidir autonomamente. O conflito soluciona-se com a adesão acrítica de valores impostos.
                     À medida que a indústria cultural se consolida, mais adquire poder sobre as necessidades do consumidor, guiando-o e disciplinando-o. “O consumidor não é soberano, como a indústria cultural queria fazer crer, não é o sujeito, mas o seu objeto” (ADORNO, 1967, p. 6).
                     A individualidade é substituída pela pseudo-Individualidade. A ubiquidade[1], a repetitividade e a estandardização da indústria cultural  fazem da moderna cultura de massa um meio de controle inédito. 
                     O espectador não deve agir pela sua própria cabeça: o produto prescreve todas as reações: não pelo seu contexto objectivo que desaparece mal se volta para a faculdade de pensar – mas através de sinais. Qualquer conexão lógica que exija perspicácia intelectual, é escrupulosamente evitada (Horkheimer; Adorno, 1947: 148).
                     “A sociedade é sempre a vencedora e o indivíduo não passa de um fantoche manipulado pelas normas sociais” Adorno apud Wolf (1994, 77).
                     Os produtos da indústria cultural paralisam a imaginação e a espontaneidade, impedindo a atividade mental do indivíduo.
                     A indústria cultural reflete o modelo do mecanismo econômico, que domina o tempo de trabalho e de lazer.
                     A estrutura multiestratificada das mensagens reflete a estratégia de manipulação da indústria cultural.
                     A recepção das mensagens da mídia escapam ao controle da consciência. O espectador absorve ordens, indicações, proibições, sem senso crítico.
                     Uma das estratégias de dominação da indústria cultural é a estereotipização, modelos simplificados indispensáveis para organizar e antecipar as experiências humanas.
                     A divisão dos produtos em gêneros conduz ao desenvolvimento de formas fixas e  impõe modelos estabelecidos de expectativas.
                     Os sujeitos encontram-se privados da verdadeira compreensão da realidade e da experiência de vida pelo uso constante de óculos esfumaçados, oferecidos pelo sistema através da indústria cultural.
                     O espectador olha (...) tudo se desenrola diante dos seus olhos, mas ele não pode tocar, aderir corporalmente àquilo que contempla. Em compensação, o olho do espectador está em toda a parte (...) sempre vê tudo em plano aproximado (...) mesmo o que está mais próximo está infinitamente distante da imagem, sempre presente, é verdade, nunca materializada. Ele participa do espectáculo, mas a sua participação é sempre pelo intermédio do corifeu (diretor de coros), mediador, jornalista, locutor, fotógrafo, cameraman, herói imaginário” (Edgar Morin, Cultura de massas no século XX: o espírito do tempo, p. 74).



[1] Ao mesmo tempo em toda parte.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CARTA DE ABRAHAM LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO

(Se a carta é mesmo de Abraham Lincoln não sei, mas sei que é uma boa mensagem para reflexão).
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1850

sábado, 28 de julho de 2012

ÁGUA PROS BISNETOS
Terceira Dimensão
Já enlataram o milho, o peixe, a carne e a água de tomar
Tão cobrindo as verduras, encapando os gansos que é pra não contaminar
Tão metendo veneno em tudo deixa eu só te perguntar
Pra onde vai esse veneno todo, pra quem é esse veneno todo
Vai de presente pros bisnetos, vai ser a água que eles vão tomar
Tio nonato me disse que as laranjeiras não querem mais carregar
Que tá faltando o vinho, deu pouco a parreira e parece que quer pestear
Falou de um tempo louco de um tal de el niño que é pra não me preocupar
Pra onde vai esse veneno todo, pra que é esse veneno todo
Que vai ser a água que os bisnetos vão tomar
Amigo eu já to vendo e vou dizendo a coisa aonde vai parar
Vão vender ar puro em bolicho de esquina que é pra gente respirar
Trocar peça de gente, já tão trocando em qualquer lugar
Quero ver daqui uns tempos, quem vai fabricar
Que hoje fazer é fácil o problema é educar
Tava pensando amigo, se fala pros homem não vão nem acreditar
Podia rachar um pedaço só daqui pra baixo que é pra nós aqui mandar
Essas ideias boas viram papo atoa se nós não encarar
E acabar com o veneno, e mandar nessa terra
Porque se estourar guerra vamos nós e eles vão ficar.
Disponível em: http://www.cifraclub.com.br/terceira-dimensao/agua-pros-bisnetos/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A DIFERENÇA ENTRE VENCEDORES E DERROTADOS . . . Na realidade o vencedor não é rico por que tem dinheiro, mas por ter um espírito totalmente diferente dos derrotados, a conseqüência será ter mais dinheiro. O vencedor acredita que pode moldar o seu destino. O derrotado acredita que o destino acontece. O vencedor entra no jogo do dinheiro pra ganhar. O derrotado entra no jogo do dinheiro pra não perder. O vencedor usa juros a seu favor. O derrotado usa juros contra ele mesmo, porque quer tudo para agora. O vencedor se aproxima de indivíduos bem-sucedidos. O derrotado prefere amigos como ele, que passam por dificuldades financeiras e são fracassados. O vencedor diz “como posso ter isso”? O derrotado diz “não posso ter isso”. O vencedor estuda investimentos e faz planos. O derrotado diz que “não tem tempo para estas coisas”. O vencedor prefere ser remunerado pelos resultados. O derrotado prefere ser remunerado pelo tempo despendido. O vencedor foca no patrimônio líquido. O derrotado foca no rendimento mensal. O vencedor, quando sofre uma adversidade, se pergunta “como posso tirar proveito disso?”. O derrotado, na adversidade, se lamenta. O vencedor identifica os “ricos” pela sua educação financeira. O derrotado identifica o “rico” pelos bens materiais que exibe. O vencedor busca a prosperidade financeira. O derrotado confunde essa busca com falta de espiritualidade. O vencedor foca na solução. O derrotado foca no problema. O vencedor, numa compra parcelada, calcula os juros embutidos e faz contas para decidir se a compra vale a pena. O derrotado só observa o tamanho da parcela. O vencedor age apesar do medo. O derrotado fica paralisado pelo medo. O vencedor foca em oportunidades. O derrotado foca em benefícios. O vencedor pensa grande. O derrotado pensa pequeno. Se o vencedor ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá aumentado. Se o derrotado ganha um valor, em algum tempo o patrimônio terá desaparecido completamente. Se você tirar todo o dinheiro de um vencedor, depois de algum tempo ele estará recuperado. Se você tirar todo o dinheiro de um derrotado, ele dependerá de outras pessoas para sobreviver. O vencedor tem um plano de independência para o futuro. O derrotado acha que trabalhar até morrer e depender do governo e dos filhos é um plano razoável. O vencedor diz “posso ter as duas coisas”. O derrotado diz “posso ter isso ou aquilo”. O vencedor procura se aprimorar sempre. O derrotado acredita que já sabe tudo. O vencedor diz “que lição posso aprender com este erro?”. O derrotado diz “desde o começo eu já sabia que não daria certo”. Um VENCEDOR compromete-se, dá a sua palavra e cumpre. Um DERROTADO faz promessas, mas não “põe os pés a caminho” e quando falha só se sabe justificar. Um VENCEDOR diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda". Um DERROTADO diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu". Um VENCEDOR é PARTE DA SOLUÇÃO. Um DERROTADO é PARTE DO PROBLEMA. Um VENCEDOR consegue "ver a parede na sua totalidade". Um DERROTADO fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar". De que lado você está? (Desconheço o autor)